segunda-feira, 8 de março de 2010

Malefícios causados pela obesidade em cachorros.


Filhotes:
- Filhotes de raças grandes e gigantes que crescem obesos têm muito mais risco de desenvolverem doenças osteoarticulares, como a displasia coxofemoral exacerbada;
- Cadelas filhotes obesas têm 1.5 vezes mais risco de se tornarem adultas obesas.


Adultos e idosos obesos:
- Vivem em média 2 anos a menos, conforme mostrou um estudo com Labradores;
- Apresentam maior incidência de cardiopatias;
- Desenvolvem diabetes por resistência à insulina;
- Apresentam intolerância ao exercício físico;
- Sofrem mais com doenças osteoarticulares;
- Podem apresentar dificuldade respiratória;
- Têm a imunidade mais baixa;
- Estão mais predispostos a hiperlipidemia (gordura em excesso no sangue);
- Enfrentam mais dificuldades para emprenhar, gestar e parir;
- Têm mais tendência a desenvolver tumores mamários;
- Estão mais sujeitos à malasseziose e outras afecções dermatológicas;
- Correm mais riscos anestésicos;
- Tornam difícil a realização de exames exploratórios, como radiografia, palpação e auscultação;
- Têm mais chance de romper o ligamento cruzado;
- Freqüentemente apresentam infiltração gordurosa no fígado;
- Correm mais risco de sofrer uma pancreatite hemorrágica aguda;
- São mais propensos à hipertermia em dias quentes;
- Têm maior tendência à formação de cálculos urinários de oxalato de cálcio;
- São mais predispostos (no caso de fêmeas) à incontinência urinária;
- Apresentam maior incidência de infecções urinárias;
- Formam mais calos de apoio.


Vantagens de se ter um cão no peso ideal :
- Saúde e a vontade de viver do cão, que se torna mais disposto e bem-humorado;
- Poupar dinheiro com comida em excesso;
- Poupar sofrimento com tratamentos, medicamentos e cirurgias;
- Poupar dinheiro com tratamentos, medicamentos e alimentos especiais;
- Beleza: o cão no peso ideal é muito mais elegante, atlético e vigoroso;
- Reprodução: cadelas no peso ideal apresentam melhor índice de fecundidade, requerem menos cesáreas, produzem um maior número de filhotes e cuidam deles com mais energia;
- Passar a cuidar melhor da sua saúde, já que esse assunto convida a refletir sobre alimentação saudável em geral e exige que você passeie com o cão;
- Menos fezes para limpar, uma vez que o cão está se alimentando menos e melhor;
- Não levar puxão de orelha do veterinário em função do cão estar gordinho;
- Maior eficiência de cães de guarda e de alarme, mais ágeis e ativos;
- O cão fica apto a participar de várias atividades bacanas, como agility, flyball, freestyle, trilhas, rafting e muitas outras!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Planos de saúde para pets: em caso de emergência, você não vai à falência.

Eles oferecem serviços variados, como exames e cirurgias, sem que você precise recorrer a um empréstimo.

Há alguns meses, o professor de inglês Daniel Mario Bartolo Roman acordou assustado com Krishna, sua schnauzer de quatro anos. Às duas horas da manhã ela começou a chorar, tremer e a andar desesperadamente pela casa. Ele ligou para o plano de saúde do animal, descobriu onde havia uma clínica veterinária aberta àquela hora, e levou o bicinho. - Ela teve um ataque de gravidez psicológica. Ela pensou que tivesse dado à luz e ficou histérica procurando os filhotes. Até leite ela tinha. Foi preciso dar remédios para que ela se acalmasse e secasse o leite.

A cachorrinha de Paula Caroline Blum também passou por apuros. Há dois meses, Xena, que é uma mistura de yorkshire com vira-lata, teve uma infecção no ouvido que a fazia chorar e coçar a orelha. Ela passou por um tratamento, mas como o problema não desaparecia, a veterinária pediu exames de laboratório. Para alívio da família, Xena também tinha plano de saúde. - Ela precisou voltar à clínica umas quatro vezes, sem contar o preço do exame. Se não tivéssemos o plano, seria complicado para o nosso orçamento.

Os planos de saúde para animais estão se tornando uma opção interessante para quem se preocupa com o bem-estar de seus bichos de estimação. Mas, antes de optar por um, é importante prestar atenção a alguns detalhes, como explica Adriana Cristina Pereira, assistente de direção do Procon SP. - O plano de saúde e a clínica precisam ter registros no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado. Nesse registro deve constar quem é o médico veterinário, o responsável técnico pelo estabelecimento. E esse documento tem de estar em local de fácil visualização para o consumidor.
Outro fator importante é se o plano tem rede credenciada com postos próximos de onde vive o animal. É importante verificar também se há carência, se o plano é limitado a um bicho ou se é possível fazer um pacote e incluir outros mascotes. O contrato deve ser lido com calma, na íntegra, e nele devem constar se o plano cobre urgências, transporte, internação, vacinas, condições de pagamento e de rescisão.
Entre os seguros disponíveis no mercado, há o Mister Saúde Animal, no qual os planos são divididos de acordo com a idade do bicho. Os valores variam de R$ 30 a R$ 84 por mês, e conta com uma ampla rede de clinicas. Dependendo do plano escolhido, é possível cobrir desde exames simples até cirurgias.
A Clínica Veterinária Med Dog também oferece um plano no qual o dono do animal paga quatro parcelas anuais de R$ 95. Esse valor dá direito a quatro consultas, exames clínicos e vacinação anual. Todos os procedimentos são feitos na clínica.

terça-feira, 2 de março de 2010

Projeto de lei prevê fim dos pit bulls no Brasil.


Esterilização de machos acabaria com a raça no país.
Projeto de lei no Congresso pede a esterilização dos pit bulls machos, o que acabaria com a raça no país. A proposta também prevê a prisão dos donos de animais que atacarem pessoas que de acordo com o código penal poderá pegar até doze anos e o dono deverá responder por crime de lesão corporal ou homicídio. Se a lei for aprovada, cachorros só poderão andar em lugares públicos de coleira e focinheira.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

‘Humanizar’ gera problemas


Em entrevista exclusiva, Alexandre Rossi dá dicas de como ter uma relação saudável com o bichinho de estimação em casa

A relação do homem com seu animal de estimação começa a apresentar consequências quando os bichos dividem o mesmo espaço dos familiares, ou quando existe maior carência de contato ou afeto, explica o zootecnista especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, o Dr. Pet do programa “Domingo Espetacular”, da TV Record. Mas, é preciso um equilíbrio nesta relação, já que tratar animais de estimação como humanos pode gerar problemas.

“As necessidades naturais do bichinho são muito diferentes das nossas. Às vezes, a boa intenção não basta para dar qualidade de vida aos animais. Por exemplo, cães muito mimados, que não conhecem limites, costumam não gostar de serem contrariados e podem passar a manifestar agressividade, inclusive com os donos, que não entendem o motivo desse comportamento”, explica. “Cães nasceram programados para ocupar uma posição dentro do grupo em que vivem, se não receberem limites começarão a impor suas próprias condições. Como tudo na vida, quando há exageros demais, pode ser prejudicial tanto para o animal como para a pessoa”, acrescenta Rossi.

Segundo o Dr. Pet, a relação entre dono e animal deve ter limites. E o mais importante, o animal não deve ser tratado como um neném, mas sim como um bicho que tem necessidades e urgências comportamentais. “Eles não podem fazer tudo o que querem, a hora que querem, como querem. Precisam ter regras, limites precisam ser estabelecidos e reportados diariamente. Desta forma, o animal fica mais saudável psicologicamente, mais obediente, tem um convívio melhor”, revela.

São diversos os cuidados que o homem deve ter com o animal, entre eles a escolha dos serviços oferecidos pelos pet shops, já que nem todos podem respeitar a natureza do animal. Casas e cobertores hoje em dia são itens básicos de muitos pets. Mas os donos querem cada vez mais. Basta entrar em um pet shop que lá está a diversidade de produtos – antes nunca imaginada – destinada aos bichos de estimação.

Rossi cita como exemplo o banho de ofurô. “A princípio a idéia parece legal. Mas, se o bichinho não está acostumado a ficar longe do dono, não está acostumado a se divertir com outras pessoas, o banho pode virar um pesadelo”, revela Rossi. “Outro exemplo são as roupinhas. Elas deixam o animal bacana, mas tem que ter noção de quando ele precisa colocar roupa, quando terá utilidade ou pelo menos quando não está prejudicando o bem estar do animal”, complementa.

O isolamento por parte do dono do bichinho de estimação também é um sinal de que a relação entre os dois não está saudável. “Ao invés de conhecer mais gente por causa do animal a pessoa acaba se isolando. Isso mostra que há exageros na relação. Geralmente ocorre com pessoas que acabam não educando direito o animal e quando o dono sai de casa, o bicho fica desesperado”, explica Rossi.

Investimentos

De acordo com o Dr. Pet, antes de adquirir um animal de estimação é preciso estudar e levar em consideração as perdas na casa. “Não tem jeito, a pessoa vai ter coisas que gosta estragadas dentro de casa. Isso faz parte e deve ser levado em consideração. Para receber o novo morador, é preciso adaptar a casa”, revela. “No caso dos gatos, por exemplo, deve haver caixas de areia em determinados locais e caminhas. Já para os cachorros, o dono precisa ter em mente que terá pelos espalhados pela casa, entre outras coisas”, complementa Rossi.

O dono de um bichinho também precisa pensar no tempo que deverá dedicar ao novo morador. Quando for viajar, vai precisar pensar em um hotel para animais ou em alguém que cuide do pet. Além disso, tem que se preparar para quando o animal ficar doente.

“Mas tudo isso é muito pouco se pensarmos na alegria e satisfação que os animais nos dão. Eles inclusive ajudam na saúde. Não quero que essas dicas sirvam para desanimar as pessoas a terem um animal”, alerta. “São apenas dicas necessárias. Eu seria uma pessoa muito menos feliz, muito menos equilibrada se meus pais tivessem me privado de ter um bichinho”, finaliza o Dr. Pet.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Labradora sumida.



Essa linda labradora se chama Lanna e fugiu no bairro Grande Horizonte próximo ao cemitério. Qualquer informação, entre em contato com agente pelo telefone 9672-6327. Antecipadamente agradecemos.

Cães usados como isca para tubarão em ilha francesa

Cães e gatos, vivos e mortos, estão sendo usados como isca para tubarões por pescadores amadores na ilha sob administração francesa de Réunion, revelaram organizações de defesa dos direitos dos animais e autoridades locais. A pequena ilha vulcânica localizada ao largo da costa oriental de África está repleta de cães vadios, mais de 150000, diz Reha Hutin, presidente da organização com sede em Paris Fondation 30 Millions d’Amis.

Hutin enviou uma equipa de filmagens a Réunion no Verão passado, para obter provas documentais de que os animais vivos estavam sendo usados como isca para tubarões, com o objectivo de expor esta bárbara prática no programa de defesa dos direitos dos animais da organização na televisão.

Um veterinário conseguiu tratar com sucesso um dos cães, o cão de seis meses de idade com um anzol no focinho que se vê na foto acima, na SPA (Société Protectrice des Animaux) da capital de Réunion, St.-Denis.

Ao contrário da maioria dos animais usados nesta prática, o cão era o animal de estimação de alguém, revela Saliha Hadj-Djilani, repórter do programa televisivo da organização. O cão tinha, aparentemente, escapado aos seus captores e foi levado à SPA por um cidadão preocupado. Totalmente recuperado, o animal já está de regresso a casa e à companhia dos donos.
Os outros dois casos descobertos pela organização francesa eram de animais vadios, que vivem agora em França com novos donos.

O caso de Clain não é único, diz Fabienne Jouve da GRAAL (Groupement de Réflexion et d’Action pour l’Animal), uma organização de defesa dos direitos dos animais com base em Charenton-le-Pont, França. “Ultimamente, quase todas as semanas, temos encontrado cães com anzóis na ilha, para não falar de gatos encontrados nas praias e parcialmente devorados por tubarões.”

Os pescadores capturam os animais, colocam-lhes imediatamente anzóis, “ou pelo menos no dia anterior, para que sangrem o suficiente”, alguns escapam antes de serem atirados ao mar, outros não têm essa sorte.

Após os anzóis serem colocados nas patas e/ou focinhos, os animais são atados a tubos insufláveis com linha de pesca e largados no mar, relata o Clicanoo. Para evitar a detecção, os pescadores colocam o isco no meio da noite e regressam de manhã para verificar se capturaram algum tubarão.

“Este tipo de prática bárbara não tem qualquer tipo de desculpa em pleno século XXI”, diz Jouve .

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PSEUDOCIESE (PSEUDOPRENHEZ) NAS CADELAS



Este fenômeno freqüente em cadelas, também denominado Falsa Prenhez ou Gestação Imaginária ou nervosa, caracteriza-se por aumento de volume das mamas e mesmo secreção láctea durante a fase do ciclo biológico sexual denominada Metaestro, fase essa do ciclo sexual em que o corpo lúteo (também denominado corpo amarelo) resultante da evolução do local onde foi expelido um óvulo está atuante, produzindo o hormônio progesterona. É portanto essa anormalidade do ciclo sexual nas cadelas uma manifestação puramente luteínica, em que o trato genital e principalmente mamas e útero sofrem efeitos do hormônio progestacional.

Para a boa compreensão dessa anormalidade nas cadelas, é necessário antes serem expostas as diferentes fases por que passa o organismo dessas fêmeas assim como todas aquelas mamíferas em geral, desde a puberdade até atingirem a maturidade sexual e estarem capacitadas para a procriação. Um ciclo sexual normal numa fêmea mamífera, também denominado Ciclo Estral, para efeito didático é dividido em diferentes fases, denominadas sucessivamente por: Proestro, Estro, Metaestro e Anestro. Cada uma dessas fases são perfeitamente individualizas uma das outras e caracterizam-se cada uma pelos seguintes sinais:

1 - PROESTRO
Inicia-se na puberdade, que ocorre nas cadelas em torno de um ano de idade, por aumento progressivo de volume da vulva, que pode atingir quase o dobro de seu tamanho habitual nessa fase. Sua mucosa torna-se mais avermelhada, e também mais lubrificada e úmida .

2 - ESTRO
É o período em que a fêmea aceita o macho e se deixa acasalar, tendo duração em torno de 9 a 12 dias nas cadelas. No início dessa fase ocorre a conhecida perda de sangue pela vagina, resultante do aumento da vascularização do próprio útero, que sob efeito do hormônio gonadotrófico secretato pela glândula hipófise está espessado e pronto para receber o óvulo quando fecundado, que nessa mucosa virá se aninhar, para assim poder receber os nutrientes necessários para se desenvolver e dar origem primeiro ao embrião, depois ao feto e por último ao filhote gerado. A ovulação, ou seja, rompimento do folículo ovariano pelo óvulo e sua subsequente progressão pela Trompa de Falópio e em seguida pelo corno ovariano ocorre durante essa fase, em geral no segundo dia do seu início, com duração média de 20 horas. Leva de 6 a 10 dias para esse mesmo óvulo quando fecundado já no corno uterino venha se aninhar no seio da mucosa uterina, ali se desenvolvendo por multiplicação celular e dando origem ao embrião, feto e seus anexos (placenta). É essa portanto a fase mais importante de todo o ciclo Estral, pois é nela que ocorre propriamente a fecundação do óvulo ou óvulos por diferentes espermatozoides ali depositados pelo macho no ato do acasalamento, e dela resultando quando tudo transcorreu normal, numa gravidez também normal e produtiva.

3 - METAESTRO
É a fase em que ocorre propriamente a gestação quando ocorreu fecundação, tudo comandado por efeito a distância de determinados hormônios secretados pela glândula hipófise, denominados fatores luteinizantes. Referidos hormônios secretados e depositados na circulação pela hipófise promovem a evolução do local dos ovários onde ocorreu ruptura e liberação de óvulos, em um verdadeiro calo de coloração amarela, e por isso denominado corpo lúteo, que passa a secretar o hormônio luteina. Referido hormônio também denominado Progesterona é o responsável entre outras coisas pelo desenvolvimento das mamas, nestas determinando o aumento de seus ácinos que mais tarde sob efeito do hormônio denominado Prolactina, este secretado também pela hipófise , terá sua secreção de leite iniciada e continuada.

4 - ANESTRO
É a fase do ciclo sexual em que esses mesmos órgãos estão adormecidos e se recuperando das fases anteriores, ou sucedendo a uma prenhez ou se preparando para futura gestação. No caso das cadelas que são consideradas monoéstricas, com dois ciclos por ano, ocorrendo o primeiro em torno dos seis a 9 meses de idade para algumas raças, ou entre 6 e 12 para outras raças, nessa fase a mucosa vaginal mostra-se de coloração rósea pálida e úmida, e o tamanho da própria vulva regride ao seu volume normal.

Conhecidas essas diferentes e sucessivas fases do ciclo sexual normal, a anormalidade conhecida por título e objeto deste texto, ou seja: Pseudociese das cadelas, fica mais fácil seu entendimento sob o ponto de vista hormonal.

Alguns autores consideram mesmo essa anormalidade do ciclo sexual como normal nas cadelas, sendo apenas uma intensificação das modificações produzidas durante a fase do Metaestro. A fisiologia no fenômeno é no entretanto ainda desconhecida, uma vez que a cadela está sempre em pseudoprenhez durante essa fase, já que o corpo lúteo normalmente persiste por 3 a 5 semanas quer tenha a cadela sido ou não fecundada e se tornado gestante durante o Estro. Ocorre mais freqüentemente em raças de porte pequeno, e em geral durante o período em que estariam amamentando caso tivessem sido fecundadas, o que não ocorreu e elas continuam a agir como se tudo tivesse transcorrido num ciclo gestacional. Algumas cadelas chegam a agir e demonstrar sinais de inquietação durante a fase presumida de um possível parto, só que não tendo havido fecundação nem gestação, não existem filhotes por nascer, porém elas chegam mesmo a terem as contrações que teriam caso estivessem em trabalho de parto. Chegam algumas fêmeas a terem seus ventres aumentados de volume sem no entretanto existir um útero contendo fetos.

Clinicamente, além do aumento de volume das glândulas mamarias e secreção láctea, produzindo desconforto do animal, observam-se modificações do comportamento da fêmea, que se torna nervosa, irritadiça, com extinto de maternidade, havendo mesmo relaxamento dos ligamentos da bacia, temperatura corpórea anormal (em geral quando ocorre é sub-normal), e mesmo movimentos de contração uterina para expulsão de inexistentes fetos. Em muitos casos, tendo havido cobertura do animal em sua fase de Estro, o próprio proprietário do animal fica na expectativa de que sua cadela está para parir, chegando a tomar medidas preventivas para o evento. Um profissional veterinário chamado nessas ocasiões, realizando a palpação abdominal e mesmo em alguns casos até uma radiografia terá dificuldade em convencer ao proprietário do animal de que sua cadela não está para parir, sendo apenas mais uma cadela com essa Gravidez imaginária.

Segundo Smith, as cadelas portadoras desse fenômeno apresentam recidivas e estão predispostas à hiperplasia do endométrio e piometra, que são doenças graves consideradas como evolução da própria pseudociese.

Os sintomas dessa doença, pois sem dúvida trata-se de uma anormalidade do próprio ciclo gestacional, em geral regridem após duas ou três semanas. Quando não, a administração de hormônio Metil-testosterona, por via oral, na dose de 0,5 mg por quilo de peso do animal, durante seis a dez dias, ou então Propionato de Testosterona na dose de 25-30 mg intra venosa levam a cura. É importante, no entretanto, a correta época para administração desses hormônios sintéticos, sob pena de insucesso.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Perguntas e respostas sobre ALERGIA em Cães.




O QUE É ALERGIA?
Alergia é uma doença em que o sistema imunológico reage anormalmente à substâncias comuns, tais como: Pólen, fungos, bolores, ácaros, pó, certos alimentos e substâncias químicas. Todas as reações alérgicas são desagradáveis, algumas muito sérias e poucas são fatais. As substâncias que causam as alergias são chamadas de alérgenos. Uma reação alérgica pode ser causada através da inalação ou da ingestão de alérgenos, ou pode ser resultado de um contato direto com a substância ao qual o animal é sensível.

QUAIS SÃO OS SINAIS DAS ALERGIAS?
O sinal mais comum das alergias em animais de estimação, é a coceira constante, irritação na face e lambedura ou mordedura das patas e em várias partes do corpo. Os locais mais comuns dos sinais da alergia são: flanco, patas, face, ao redor dos olhos, boca, orelhas e áreas próximas a base da cauda. Em cães, as alergias são freqüentemente a causa primária de problemas de pele persistentes, embora seja importante notar que nem toda a coceira é devido a alergia. As doenças da tireóide, infecções de pele, pulgas e micoses podem causar sintomas semelhantes.

COMO OS CÃES ADQUIREM ALERGIAS ?
As alergias têm várias causas, sendo que algumas delas têm origem genética. Filhos de pais com problemas de alergias, têm grande probabilidade de desenvolver algum tipo de problema alérgico durante sua vida. Os sinais de alergia nos animais de estimação aparecem após o contato com determinados alérgenos por vários meses ou até após alguns anos. O típico animal alérgico inicia os sintomas lambendo ou mascando as patas. Alguns destes sintomas são tão brandos que nem são percebidos pelo proprietário. Com a exposição contínua destes alérgenos, o animal irá gradualmente aumentar a gravidade dos sintomas. Após algum tempo, estes sintomas podem evoluir para um coceira persistente em várias partes do corpo chegando a formar feridas que freqüentemente se contaminam.

QUANDO OCORREM AS CRISES DE ALERGIAS?
Os sintomas das alergias vão ocorrer sempre que o animal é exposto a uma concentração elevada de alérgenos aos quais ele é sensível. Os alérgenos mais comuns, tais como: pó caseiro, ácaros de pó, fungos e leveduras, vão produzir sinais de alergia durante todo o ano, enquanto que alergias a plantas que polinizam durante a primavera ou verão, irão ocasionar sintomas de alergia somente durante estas épocas do ano. Alergia a alimentos podem ocorrer a qualquer época do ano. Para se conseguir um bom diagnóstico das doenças alérgicas, é necessário uma combinação de fatores tais como: Histórico clínico, exame clínico, teste alérgico e diagnóstico apropriado das doenças de pele secundárias que quase sempre estão associadas às alergias.

AS ALERGIAS PODEM SER PREVENIDAS?
Desde que a grande maioria das doenças alérgicas é herdada, não existe nenhuma maneira de preveni-las. Existe um consenso que as alergias podem ser controladas, mas não prevenidas. O melhor controle é conseguido evitando-se o contado do animal com os alérgenos a que ele é sensível. Por exemplo: Se seu cão é alérgico a pulgas, é importante controlar infestações de pulgas. Alguns alérgenos tais como fungos, bolores, pó, ácaros e pólen são muito difíceis de se evitar. Sendo assim, é importante encontrar formas alternativas de tratamento para controlar as alergias.

COMO POSSO DIAGNOSTICAR AS CAUSAS DAS ALERGIAS NO MEU ANIMAL?
Após um exame clínico completo, seu Médico Veterinário irá coletar uma pequena amostra de sangue de seu animal e irá encaminhar ao Laboratório. A amostra de sangue será submetida a uma bateria de mais de 80 testes diferentes, verificando-se a sensibilidade para inúmeros agentes causadores das alérgicas, tais como: Pólen de árvores, plantas, gramas, ervas, arbustos, pó caseiro, fungos, bolores e alimentos. Este número de alérgenos testados corresponde a aproximadamente 90 % das substâncias mais importantes existentes no meio ambiente, que podem ser causadoras das alergias. Toda esta bateria de testes é realizada com alérgenos encontrados no Brasil.

COMO AS ALERGIAS SÃO TRATADAS?
Existem várias maneiras diferentes ou combinações de tratamentos para controlar os sintomas clínicos das alergias. Medicamentos a base de corticosteróides de curta ação são geralmente utilizados durante um pequeno período de tempo para aliviar os sintomas da alergia. Estes mesmos medicamentos quando utilizados por um tempo prolongado, podem causar sérios efeitos colaterais para a saúde de seu animal, diminuindo a qualidade e a duração da própria vida. Corticosteróides de longa ação(depósito) não devem ser utilizados. Nos animais com sinais severos de alergias, ou quando os sinais clínicos persistem durante todo o ano, tratamentos específicos das alergias tais como a Imunoterapia (injeções de alérgenos), devem ser utilizados. Seu Médico Veterinário irá discutir com você, as várias alternativas de tratamento baseado nas necessidades de seu animal.

QUAL A PROBABILIDADE DE SUCESSO NESTE TRATAMENTO?
O sucesso deste tratamento depende de diversos fatores incluindo o estado geral de saúde de seu animal, as causas e a severidade dos sintomas da alergia e a própria resposta do paciente aos tratamentos preconizados. As etapas para o sucesso no tratamento das alergias são:

1. Identificação dos alérgenos aos quais seu animal é sensível através dos testes alérgicos, seguidos pelo tratamento por Imunoterapia.
2. Tentar reduzir ao máximo a concentração dos alérgenos no ambiente através da limpeza constante.
3. Dar a medicação recomendada por seu Médico Veterinário para controlar os sintomas clínicos.
4. Acompanhamento freqüente por parte do Médico Veterinário responsável pelo caso clínico.
A combinação destas terapias irá resultar no sucesso no tratamento e controle das alergias na grande maioria dos pacientes.

ALGUMAS SUGESTÕES DE CONTROLE AMBIENTAL

PÓ E ÁCAROS DE PÓ
Colocar uma capa plástica sobre a cama onde seu animal dorme. Lavar freqüentemente a cama com água quente(acima de 70ºC) Não deixe seu animal dormir em cima de madeira úmida ou mofada. Evite o contato com carpete ou tapetes. Limpe freqüentemente o local onde seu animal dorme.

FUNGOS E BOLORES
Evite deixar seu animal andar sobre gramados molhados, não tenha muitas plantas dentro de casa; evite deixar seu animal em locais úmidos dentro de casa tais como: banheiros ou lavanderia; utilize desumidificadores nos locais úmidos da casa. Seque bem seu animal após o banho.

PÓLEM
Evite campos gramados; mantenha a grama bem baixa; lave seu cão após o contato com gramas, ervas ou arbustos; mantenha seu cão dentro de casa durante o anoitecer e amanhecer; nas estações de polinização( primavera).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Oito dicas para o cão parar de cavar o jardim


Revelo, neste artigo, as oito dicas que costumo dar aos meus clientes que não querem ter o jardim esburacado por seus cães

Muitas vezes, uma dica basta para resolver o problema das escavações caninas. Mas, para saber qual é essa dica, é preciso saber antes o que leva o cão a cavoucar.

1. Crie cantinhos excepcionais
Por instinto, o cão dá uma cavadinha onde irá se deitar - costuma fazer isso até em sofás e pisos frios! Normalmente, após a cavadinha, dá umas rodadas e se deita. Muitos cães gostam de deitar-se em lugares frescos do jardim ou que permitam acompanhar o movimento da casa ou da rua. O problema é que, muitas vezes, há um canteiro de flores ou grama justamente nesses lugares. O truque é preparar cantinhos perfeitos para o cão, levando em consideração o que ele mais deseja. Às vezes, até sugiro uma pequena reforma paisagística.

2. Gaste o excesso de energia
Quanto mais energia o cão tiver, maiores as chances de ele cavar grandes buracos. Uma maneira de controlar o excesso de energia é levá-lo para passear diariamente e/ou exercitá-lo bastante, com brincadeiras.

3. Combata o tédio
Cães também ficam entediados! Gostam de passear, caçar, brincar, etc., e não de ficar isolados em um quintal. Crie atividades para tornar a vida do seu cão mais interessante. Nem que seja escondendo petiscos no jardim para ele encontrar. Ler artigos sobre enriquecimento ambiental e comportamental ajuda a ter idéias para entreter o cão.

4. Evite que enterre objetos
Enterrar ossos naturais e alimentos para consumir mais tarde também faz parte do instinto canino. Muitos cães enterram apenas alguns tipos de objetos. Se o seu fizer isso, não deixe de lhe dar os objetos daquele tipo. Mas, em vez de entregá-los, mantenha-os amarrados numa corda. Assim, ele não poderá levá-los para enterrar. Um jeito de evitar que o cão se enrosque na corda é pendurar o objeto de modo a não encostar no chão. Esse método é útil também para combater a possessividade canina por determinados objetos.

5. Prepare um cantinho para grávidas
Cadelas prestes a parir ou com gravidez psicológica procuram cavar um ninho para os filhotes. Nesses casos, devemos preparar cantinhos perfeitos para elas. E, quando a gravidez for psicológica, pode-se, ainda, tratar a fêmea com inibidores de hormônio (consulte seu veterinário).

6. Torne desagradável desenterrar
Se o cão cava lugares específicos, antes de tapar os buracos encha-os com os próprios cocôs dele. É praticamente certo que isso o fará desistir de cavar aquele local. Com o tempo, você irá minando todos os lugares mais cavados. Essa é a minha dica preferida!

7. Reestruture seu jardim
Procure adaptar o estilo do seu jardim à presença canina. Às vezes, algumas pequenas alterações podem evitar muita dor de cabeça e proporcionar menos estresse no convívio. Pedras nos lugares em que o cão cava, assim como cercas e telas, podem, muitas vezes, ser a melhor solução. Um dos meus clientes resolveu o problema com telas postas no solo dos canteiros que o cachorro cavava. Nessa alternativa, caso se queira ocultar a tela, basta jogar um pouco de terra por cima. Ou esperar que as plantas cresçam. Há, porém, o inconveniente de ser preciso retirar a tela ou cortá-la, para plantar nova muda. Em alguns casos, sugiro construir uma caixa de areia no jardim para o cão poder se divertir, cavando. Afinal, cavar é um comportamento normal e saudável.

8. Só dê bronca durante a ação errada
Nem pense em dar bronca no cão se não for no exato momento do comportamento inadequado. Está mais que comprovado: bronca fora do momento exato, além de não funcionar, pode deixar o cão confuso, o que aumenta as chances de surgirem problemas de comportamento. A melhor ocasião para repreender o cão é quando ele começa a cavar um lugar proibido. Nesse momento, procure fazê-lo sentir desconforto. Jogue um pouco de água nele ou faça um ruído que o assuste, por exemplo. Mas só faça isso se ele não for medroso nem inseguro. Algumas pessoas conversam com o cão quando ele erra. Tentam explicar que agiu incorretamente. Não faça isso. O cão pode gostar dessa atenção e começar a cavar na expectativa de receber mais!