sábado, 9 de janeiro de 2010

Cachorros que cavam o jardim‏


Um amigo meu tem um Rodhesian Ridgeback chamado Filet. O cachorro é lindo e muito brincalhão, mas tinha um problema super sério. Ele adorava cavar o jardim, vivia cavoucando o quintal e já chegou a estragar alguns canteiros.

A primavera é muito chuvosa e forma um barro danado, então imagina o desespero das pessoas com o cachorro entrando em casa com as patas todas sujas, sem falar que o quintal deles vai parecer um campo de batalhas.

Teve um dia que ele veio falar comigo, pois sabia que eu cuidava de cachorros. Vou contar para você a conversa que tive com ele. Foi mais ou menos assim:

Cavar faz parte dos hábitos ancestrais dos cachorros, que faziam isso para esconder comida e ossos, hoje escondem brinquedos, petiscos, meias, ou apenas cavam sem esconder nada. Cavar é muito divertido para ele, principalmente quando filhotes. Eles enterram coisas e depois vão procurar onde esconderam para desenterrar o objeto. Nesta brincadeira o seu jardim fica cheio de buracos, terra e plantas para tudo quanto é lado. Mas tudo isso é passageiro, com o tempo eles tendem a parar se você agir corretamente.

Cheiro de terra pode atrair muito os cães. Se for remexer no jardim, deixe-o uns dias longe do quintal até diminuir o cheiro e conseqüentemente diminuir a tentação dele em querer mexer na terra. Cães também aprendem por imitação - não cave buracos na frente do seu cão pois ele pode gostar da idéia e vai repetir o que você está fazendo do jeito dele, normalmente estabanado. E por fim cães podem cavar buracos por tédio, não ter o que fazer. Dar uma bola levemente murcha para ele brincar é uma ótima idéia para ele se distrair e esquecer-se das escavações.

Mas a coisa mais importante a fazer e o mais difícil sabe o que é?
É não ligar para os buracos dele ou as plantas que ele arranca dos seus vasos, não dar bronca ou bater no seu cachorro. Ele sabe que isso altera você e faz com que você fale com ele e lhe dê atenção. Torne esse hábito desinteressante para ele, ignorando-o.

Têm especialistas que indicam misturar as fezes do cachorro com e água e colocar nos locais que ele costuma cavoucar. Eu nunca precisei fazer isso, ainda bem! Mas tem gente que fez e disse que funciona. Há também alguns repelentes que podem ser borrifados em vasos ou plantas. Procure um Pet Shop que eles vão indicar um repelente adequado ao seu caso.

Eles também podem roer plantas em função da troca de dentição, pois quando isso acontece a gengiva coça bastante e roer tudo é uma maneira de aliviar esta sensação. Se for o caso do seu cão, dê para ele couro de boi próprio para cães, ossos ou mordedores que possam ser colocados no refrigerador, tudo isso alivia a coceira dele.

Não se esqueça, isso pode ser passageiro, só depende de você!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como lidar com ansiedade de separação‏.


Ansiedade de separação é um dos problemas mais comuns com cachorros. É definido como um estado de quase-pânico causado pela separação/ausência dos seus donos.

Com a nossa vida moderna e corrida, estamos a maior parte do tempo fora de casa trabalhando ou estudando. Assim que você sai de casa de manhã, seu cachorro entra em um estado de ansiedade que só vai piorando durante o dia.

Cachorros são animais sociais, eles precisam de companhia e socialização para ficarem contentes e tranquilos. Nenhum cachorro gosta de ficar sozinho por longos períodos de tempo, mas alguns sofrem mais que outros. Estes são mais propensos a terem ansiedade de separação.

Há várias causas possíveis para esse problema:

- Cachorros adotados da rua ou de abrigos tendem a desenvolver esta ansiedade. Muitos destes cachorros sofreram muitos traumas em suas vidas, separados de suas mães muito novos, abandonados por donos anteriores, fome, violência. Eles não conseguem confiar que seu novo dono (você) não vai fazer essas coisas com ele também.

- Cachorros separados de sua mãe e irmãos muito cedo são também candidatos para ansiedade de separação. Filhotes comprados em pet-shops são um bom exemplo: eles são retirados de sua mãe muito antes do mínimo recomendado (8 semanas) e ficam presos em uma caixa de vidro por semanas ou meses.

A separação da mãe associada com falta de exercício e falta de afeto enquanto estão na Pet-shop é muito traumático para os cachorros.

- Falta de atenção é a causa número um de ansiedade de separação em cachorros. Se você está ausente muito mais do que presente na vida de seu cachorro, algum nível de ansiedade é inevitável. Seu cachorro precisa de sua companhia, seu afeto e atenção para garantir seu bem-estar e felicidade.

Os sintomas de ansiedade da separação são bem claros: ele já começa a ficar agitado e ansioso antes mesmo de você sair de casa. Assim que ele percebe que você está se vestindo, pegando sua bolsa ou pasta, mexendo nas chaves ele já sabe. Ele começa a te seguir pela casa, gemendo, tremendo e chorando. Em alguns casos extremos, alguns cachorros podem até ficar agressivos tentando evitar a saída dos donos.

Assim que você sair, a ansiedade só vai aumentar e normalmente alcança o pico em meia hora. Muitos latem sem parar, arranham as portas e janelas (numa tentativa de fugir e ir atrás de você), cavam o jardim, roem e destroem suas coisas, ou até fazem xixi e cocô dentro de casa.

Em casos extremos, os cães podem desenvolver comportamento de auto-mutilação como lamber ou morder sua pele até ficar em carne viva, ou arrancar os próprios pelos. Alguns apresentam comportamento obsessivo-compulsivo como ficar girando sem parar ou seguindo o próprio rabo.

Quando você volta para casa, ele fica excitado demais, e fica pulando e correndo por um período anormal de tempo. O normal seria de meio a um minuto para um cão equilibrado.

Alguns donos acabam incentivando essa festa excessiva dos seus cachorros sem saberem que a origem é uma desordem psicológica.

Se você se comporta desta maneira com seu cachorro, por favor pare!

Eu sei que é bem gostoso fazer aquela festa com ele e incentivar seu cão a ficar correndo e pulando. Parece inofensivo, afinal de contas ele está apenas contente em te ver, que mal pode haver em dar uma atenção concentrada nesta hora? Na verdade, você está apenas validando a impressão dele que a sua chegada é o melhor momento do seu dia. Assim ele vai ficar super-feliz quando você chega, e na hora de você sair novamente essa felicidade exagerada vai por água abaixo. Eles ficam ainda mais infelizes quando você não está.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um jovem foi assassinado no Bairro Boqueirão, em Curitiba, seu grande amigo, chegou minutos depois e ficou ao seu lado até o final...

Cãopanheiro from Joao Frigerio on Vimeo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Vamos falar um pouquinho sobre os banhos:

O ideal é esperar para dar o primeiro banho no seu filhote apenas
depois de terminado o primeiro ciclo de vacinas, mas caso precise
muito, use um lenço umedecido próprio para cães ou bebês (mas
sem perfume) e passe no seu amigo no sentido da pelagem.
Somente isso, antes das vacinas.

E quando ele estiver grande só deve tomar banho a cada 15 dias,
no máximo uma vez a cada 10 dias no verão; e no inverno pode
diminuir para até 1 banho por mês ou 45 dias.

Banho em excesso remove uma camada de gordura que é
importante na proteção da pele deles.

Outra coisa importante, a água deve ser morna e o banho deve
ser rápido, para não causar um resfriado neles, pois os cachorros
sentem mais do que nós as mudanças de temperatura. Se você
não quiser usar o seu chuveiro, pode fazer como minha mãe: ela
instalou um chuveirinho em uma torneira no quintal. Um desses
pequenos que só tem a mangueirinha e é bem baratinho. Já faz
toda a diferença.

Tenha tudo à mão, use shampoo neutro ou próprio para cachorro e
muito cuidado para não molhar o nariz e os ouvidos do amigo.
Alguns veterinários recomendam colocar algodão no ouvido, mas
eu prefiro mesmo é ser bem cuidadoso e não respingar água perto
dessas regiões. Mas caso necessite, use a técnica do algodão para
proteger o ouvido do seu cão.

Ao dar banho no seu amigo coloque sempre a coleira para poder
segurá-lo com mais segurança, e nunca deixe-o sozinho numa
banheira ou em cima de bancadas. E sempre comece o banho do
pescoço para baixo, deixando para higienizar a cabeça somente no
final e com muito cuidado. Não molhe a cabeça com a mangueira,
apenas use um pano molhado.

Tente fazer do banho um momento de descontração, brinque com
ele, fale com uma voz alegre e traga seu brinquedo preferido.

Não esqueça de tirar muito bem o shampoo para não ficar nenhum
resíduo na pele do seu cão, pois ela é muito sensível e pode coçar
bastante depois do banho. Enxágue bem.

Pegue uma toalha e seque bem o seu fiel companheiro, se for
necessário utilize secador de cabelos com temperatura morna,
esfregando com a mão, tomando o cuidado para não queimar a pele
dele. Deixe-o dentro de casa nas próximas horas. Alguns cães vão se
esfregar na terra logo depois de um banho para se coçarem, e esta
é a última coisa que você quer.

E volto a falar, tome cuidado com o ouvido, pois muitos cães têm
facilidade para apresentar otites.

Agora se você não quiser se arriscar ou se o seu cão fica agressivo
durante o banho, leve-o para tomar banho nas Pet Shops ou mesmo
no veterinário, que já estão acostumados.

sábado, 28 de novembro de 2009

Os animais também tem depressão?


A resposta para essa pergunta é sim. Da mesma maneira que os seres humanos, qualquer mamífero pode ficar deprimido. Nos animais de estimação, por exemplo, um dos principais sintomas é a falta de interesse pelas atividades rotineiras: comer, passear, brincar…


A causa da depressão pode ser genética ou causada por doenças, como viroses. Manter um animal isolado do carinho do dono ou preso em um ambiente pequeno e sem estímulos para brincar e interagir com as pessoas também pode desenvolver uma depressão. E você sabia que até mesmo o estado depressivo do dono pode afetar o animal? Pois é!


O importante é, ao notar qualquer um desses sintomas no seu bichinho de estimação, buscar a ajuda de um profissional especialista em comportamento animal. Cada caso deve ser analisado para se conhecer as causas do comportamento depressivo e encontrar a solução adequada. E claro, também não deixe de consultar o veterinário regularmente!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Como convencer o cão a devolver a bola que você arremessou




Você joga uma bolinha, o cão a pega e traz, mas se recusa a soltá-la? Ensinaremos como conseguir a devolução e, finalmente, curtir a brincadeira por completo!

Quem nunca jogou uma bolinha para o cão trazer de volta? Essa talvez seja a mais famosa brincadeira dos donos com seus cães. Mas ver a bola devolvida para que possa ser jogada de novo é uma cena mais imaginária que real. O comum é o cão abocanhar a bola, se aproximar do dono e não soltá-la. Ou soltá-la e agarrá-la antes que o dono a consiga recuperá-la.

Diante desse quadro, o dono muitas vezes adota a estratégia de agir disfarçadamente. Finge desinteresse e, de repente, faz a tentativa de pegar a bola. Em vão. Centésimos de segundo antes, o cão escapa com ela na boca, dá um olé, e o dono fica com cara de bobo.

Quando finalmente a bola é alcançada, o cão não a solta de jeito nenhum e o dono desiste de brincar. Por que isso ocorre? Será que os cães não conseguem entender a lógica da brincadeira?

O problema
Jogar bolinha é uma prática pela qual buscamos uma interação agradável com o cão. Por isso, para nós pode ser decepcionante vê-lo apoderar-se da bola, não entregá-la e, ainda por cima, cada vez que tentamos tirá-la dele, ter de fazer "cabo de guerra".Disputar a bola em vez de soltá-la é uma predisposição canina herdada. É assim que o ancestral lobo age para repartir a caça em diversos pedaços. E tem mais. Desfilar com um objeto desejado por outro membro do grupo é uma demonstração de poder. Por isso, continuar com a bola enquanto o dono se desdobra para resgatá-la é motivo de enorme prazer para o cão.

A solução
É perfeitamente possível convencer o cão a devolver a bola. Para tanto, aja de acordo com o ponto de vista dele. Arremesse a bolinha "com gosto", em velocidade, mas de maneira que o cão consiga persegui-la e capturá-la. Observe se ele gosta mais de bolas rasteiras ou de pular e capturar a "presa" no ar, e passe a arremessar do jeito que ele prefere.


Quando o cão estiver com a bola na boca, chame-o pelo nome para vir até você. Se ele não vier, emudeça e ignore-o. Se vier, festeje-o e não demonstre muito interesse pela bola. Repita a técnica de festejar o cão sempre que ele trouxer a bola atendendo a um chamado seu.


A etapa seguinte é pegar o cão de surpresa e tentar recuperar a bola antes de haver qualquer disputa. Para tanto, depois de ele chegar com a bola e de ter sido festejado, pare com a festa e ignore-o. De repente, quando ele menos esperar, com um movimento rápido puxe a bolinha da boca dele. Se o cão a soltar, pegue-a e dê parabéns, fazendo muita festa. Se não a soltar, e você concluir que não será possível obter sucesso com esse método, tente uma nova estratégia: vencer o cão pela gula.

O truque
Obter a cooperação do cão fica mais fácil com a ajuda de petisco. Mostre a guloseima quando ele estiver voltando com a bolinha. Ele abrirá a boca e você fará a troca do petisco pela bola. Encare a recompensa como um preço pago para conseguir que o cão brinque do jeito que você gosta!


Se, por ver a guloseima na sua mão, o cão deixar de buscar a bolinha, esconda-a no bolso. Nesse caso, só a tire de lá quando ele voltar trazendo a bola. Em pouco tempo, o cão aprenderá que, ao soltá-la, pode ganhar recompensa. E, mesmo vendo o petisco antes de a bola ser arremessada, passará a buscá-la e a trazê-la.

Resumo.
  • A maioria dos cães não devolve prontamente a bolinha que foi buscar..

  • Evite correr atrás do cão quando ele estiver com a bolinha na boca, para não reforçar o comportamento..

  • Não tente arrancar a bolinha da boca do cão, pois ele vai gostar muito mais de brincar de cabo-de-guerra do que de devolvê-la..

  • Recompense o cão com petiscos por ter devolvido a bolinha para você..

  • Assim que o cão voltar e quando soltar a bolinha, elogie-o bastante.




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Comprovado: cães ajudam na paquera


É mais fácil conseguir ajuda, conversar com outras pessoas e até obter telefone quando estamos acompanhados por um cão, conforme demonstrou um estudo publicado em dezembro de 2008 na renomada revista científica Anthrozoos.


Para testar a hipótese de que os cães funcionam como facilitadores sociais, foram feitos quatro experimentos, todos eles com e sem cão. No primeiro, um homem pediu dinheiro na rua. No segundo, uma mulher fez a mesma coisa. No terceiro, um homem deixou cair propositadamente moedas no chão para ver se as pessoas o ajudavam a recolhê-las. No quarto, um teste idêntico foi feito por uma mulher. Por último, um homem pediu o telefone de mulheres jovens na rua. Em todos os experimentos, constatou-se que os cães ajudaram as pessoas a atingirem seus objetivos.


Assim como o resultado desse estudo não me surpreendeu, acredito que também não surpreenda ninguém que passeie pelo menos de vez em quando com seu cão. Apesar de a descoberta ser relativamente óbvia, é bastante interessante e pode nos ajudar a obter um melhor aproveitamento de mais essa função dos cães em nossa sociedade. Neste artigo dou alguns exemplos práticos de como fazer isso.


Conheça pessoas ao passear
Leve o seu cachorro para passear e as pessoas se sentirão mais à vontade para se aproximar de você e iniciar uma conversa. Para facilitar ainda mais a aproximação, demonstre que você está curtindo o passeio e o cão.


Participe de encontros de cães
Aproveite as oportunidades para sociabilizar o seu cão. Afinal, ele também é um ser sociável! Muitas pessoas levam os cães para brincar em determinados locais e horários. Normalmente, esses encontros ocorrem no final da tarde ou durante sábados, em praças e parques. Turmas muito bacanas se formam, tanto no grupo de humanos quanto no grupo dos cães!


Consiga sorrisos no trânsito
É impressionante como até o trânsito infernal das grandes cidades não é capaz de impedir que pessoas olhem para o seu cão e sorriam para você. Consigo esses sorrisos sempre que levo minhas cadelas para passear de carro comigo.


Conquiste um parceiro
Está comprovado cientificamente que é mais fácil conseguir telefones de paqueras quando estamos acompanhados por um cão. Infelizmente, o experimento só testou homens pedindo telefone de mulheres. Mas, acredito que mulheres passeando com seus cães terão ainda mais facilidade para conseguir telefones de homens e também deverão ser mais paqueradas. Provavelmente, sendo homem ou sendo mulher, você irá atrair pessoas que gostam de animais, o que é ótimo, levando-se em conta que você tem um cão.


Facilite a inclusão social
Os cães podem ajudar, e muito, gente com dificuldade para interagir ou que se sinta excluída. Essa dificuldade é bastante comum em pessoas muito tímidas, com baixa autoestima ou portadoras de deficiência física ou mental. A companhia de um cão, além de aliviar a tensão e a ansiedade da própria pessoa, também facilita a aproximação das outras pessoas.


Quem está hospitalizado, os velhinhos em asilos e as crianças em creches também podem ser beneficiados. Visitas com cães a esses locais são cada vez mais organizadas por grupos de voluntários. Por estarem com seus cães, os visitantes acabam também interagindo melhor com os visitados.


Mostre afeto
Nós somos observados e julgados constantemente por pessoas ao nosso redor. Quem demonstra ser cuidadoso com outro ser e dá carinho automaticamente é considerado melhor. Sinta-se, portanto, orgulhoso de demonstrar afeto ao seu cão em qualquer lugar onde vocês estiverem!


Alivie a tensão de quem conversa com você
Também foi comprovado que, quando um ser humano estressado faz carinho no cão, o nível do estresse diminui. Por isso, se você quiser deixar uma pessoa relaxada ao tentar iniciar uma conversa com ela, permita que faça carinho no seu cão enquanto falam. Dizer “pode fazer carinho, ele é manso” facilita a aproximação. Reduz o estresse por permitir que a outra pessoa "invada" o seu espaço pessoal para fazer carinho. Para deixar a pessoa bem à vontade, dê dicas de onde o cão mais gosta de ser afagado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cachorros que lambem.


O cachorro usa sua língua para explorar e conhecer o mundo. Sua língua é tão útil como nossos olhos e mãos são para nós. Eles a usam para sentir o gosto das coisas, e também para explorar a presença de outras pessoas e animais, para mostrar submissividade e para demonstrar que eles gostam de sua companhia e amizade.

Lamber é uma atitude absolutamente normal para os cães mas alguns simplesmente vão longe demais. Alguns cães perseguem seus donos em todos os lugares sempre lambendo suas pernas e mãos e, se tem uma chance, seu rosto também. E tudo isso, porque eles querem dizer que te amam.

Mas normalmente as lambidas podem carregar mais significado do que simples afeto. É muito fácil saber se ele está te lambendo para mostrar afeto: em geral, ele vai estar relaxado, feliz e de bom humor. Bons exemplos são quando você chega em casa depois de um longo dia de trabalho, ou quando vocês dois estão deitados vendo televisão e ele começa a te lamber.

Uma outra razão cachorros lambem os donos repetidamente é porque estão ansiosos e estressados. Se ele estiver infeliz ou tenso, esta é uma das maneiras comuns que ele pode escolher para te mostrar isso. Alguns cachorros lambem a si próprios, outros lambem você. Não é difícil para você identificar as causas desse estado de ansiedade: O seu cachorro está recebendo atenção e estímulo suficiente? Ele está se exercitando com frequencia? Está tendo tempo suficiente para ir para fora de casa farejar, explorar o mundo ou simplesmente brincar? Você lhe dá atenção suficiente quando está em casa ou apenas o comprimenta rapidamente e segue com a rotina do dia-a-dia?

Esses são aspectos a considerar se seu cachorro vem demonstrando esse comportamento de lamber excessivamente. Dependendo das circumstâncias e da qualidade de vida do seu cão, você pode precisar fazer alguns ajustes na sua maneira de lidar com ele para diminuir a lambeção. Talvez você precise vir para casa mais vezes durante o dia, talvez acordar meia hora mais cedo de manhã para dar uma boa volta com ele antes de sair para trabalhar (isso varia muito em cada cachorro, mas a maioria deve se exercitar ao redor de uma hora e meia por dia). Talvez você só precise passar mais tempo com ele durante a noite, brincando, adestrando, escovando ou apenas fazendo companhia um ao outro.

Considerando estes dois motivos apresentados anteriormente, se você quiser diminuir esse comportamento em seu cão, um mudança na sua linguagem corporal é uma maneira eficaz de conseguir isso. Você deve parar com a sua demonstração de afeto para ele entender que você não gosta disso. Quando ele começar a te lamber, levante-se imediatamente e vire-se de costas para ele. Os cães compreendem sua linguagem corporal muito melhor que a verbal, portanto não olhe para ele nem diga nada, apenas o ignore completamente.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Como evitar o hábito de ingerir fezes.


Saiba que motivos levam os cães à coprofagia (ingestão de fezes), os problemas que esse hábito pode causar e como lidar com ele .

Apesar de ser relativamente comum que os cães comam fezes, seus donos ficam horrorizados com isso, preocupados e com muito nojo! Mas, para o cão, as fezes podem ser saborosas ou divertidas, ajudar a descarregar ansiedade e servir para chamar atenção. Podem até funcionar como pretexto para o cão imitar os humanos, que recolhem os excrementos dele quando faz cocô.

Para lidar com tantas possibilidades, são necessárias estratégias distintas. De maneira geral, as dicas que daremos a seguir podem ser usadas tanto para evitar que o comportamento comece, quanto para controlá-lo.

Fezes apetitosas
Por mais incrível e nojento que possa parecer, é comum que os cães gostem do sabor de algumas fezes. Muitos deles adoram comer fezes de cavalo, de gato e até de gente, e eles são saudáveis! Esse comportamento pode ser justificado do ponto de vista nutricional. Quase sempre há, nas fezes, algum alimento não totalmente digerido.

Por um lado, os cães com problemas digestivos desenvolvem deficiências nutricionais, o que pode alterar o apetite deles e torná-los mais interessados em fezes. Por outro, cães que não digerem completamente o alimento defecam fezes com mais restos de gordura e de proteína, ou seja, que são mais apetitosas.

Quando o cão come fezes, o ideal é que ele passe por uma consulta veterinária para avaliação de eventual deficiência nutricional ou digestiva. Recomenda-se também que as fezes dele sejam analisadas com o objetivo de detectar se há restos de proteína e de gordura ou para verificar se há deficiência de determinadas enzimas.

É bom que a avaliação seja feita tanto com o cão “comedor de fezes” quanto com o cão que produziu as fezes que foram ingeridas, pois o problema pode estar num ou no outro.

Existem produtos, no mercado, para colocar na ração e deixar as fezes menos apetitosas. Alguns cães, porém, só param de comer as fezes enquanto esses produtos são adicionados. Quando o tratamento cessa, voltam ao hábito. Por isso, sempre recomendo seguir dicas comportamentais, como as dadas a seguir.

Por brincadeira
Alguns cães brincam com as próprias fezes e acabam comendo pedaços delas. Isso ocorre mais freqüentemente com filhotes, mas há adultos que continuam com o hábito por toda a vida. O comportamento também é mais comum em cães que ficam presos em locais pequenos e que dormem perto de onde fazem as necessidades.

A melhor maneira de evitar que o cão brinque com fezes é manter o ambiente limpo, livre de fezes e de urina. Procure também posicionar a caminha, o comedouro e a água do filhote no canto oposto ao do “banheirinho”.

Praticar brincadeiras e atividades físicas com o cão assim como deixar brinquedos ao alcance dele são iniciativas que ajudam a evitar a insistência em usar fezes para brincar.

Por ansiedade
Muitos cães só ingerem fezes quando estão ansiosos, geralmente por terem ficado sozinhos em casa ou por não estarem recebendo atenção de seus donos (ansiedade de separação). Nesses casos, a melhor maneira de lidar com o problema é aumentar a atividade física do cão e tratar a ansiedade. Um dos tratamentos é chegar em casa sem fazer festa nem dar bronca no cão.
Costuma ser exatamente o oposto do que as pessoas fazem. Festejam o cão até perceber que ele comeu cocô. Aí passam a dar bronca. Agindo assim, só pioram o problema, pois, quanto mais eufórica e tensa for a chegada dos donos, mais o problema aumenta quando o cão é deixado sozinho.

Para chamar atenção ou por imitação
Muitos cães observam que o dono corre com grande interesse para recolher as fezes assim que são expelidas. Alguns deles tentam pegar as fezes antes que o dono consiga alcançá-las. O problema é que, em vez de jogá-las no lixo ou na privada, eles as engolem.

O truque para evitar essa competição é recolher as fezes calmamente, permitindo, inclusive, que o cão as cheire. Para conseguir isso, recomendo oferecer um petisco bem gostoso, assim que o cachorro terminar de evacuar. Ao mesmo tempo, joga-se um produto bem amargo e não tóxico em cima das fezes. Desse jeito, após ingerir o petisco, o cão poderá cheirar as fezes sem se sentir atraído por elas. E o recolhimento delas poderá ser feito com calma, sem que o cão veja isso como uma competição.

Por receber petiscos como recompensa, o cão passará a fazer as necessidades mais vezes na frente do dono. Ótimo para poder recompensá-lo novamente e jogar o produto amargo em cima das fezes!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por que alguns cães odeiam ficar sozinhos?


Saiba quais motivos podem levar o cão a se desesperar ou a ficar deprimido cada vez que os donos saem . O seu cão odeia ficar sozinho? Ele não é o único. Existe até um nome específico para esse problema: ansiedade de separação.


Desespero Uma das manifestações do problema é facilmente percebida. O cão late sem parar, chora, arranha ou morde a porta, baba, se lambe ou se morde. Há ainda reflexos como aceleração dos batimentos cardíacos e aumento de cortisol, hormônio relacionado com o estresse.


Depressão Outra possível consequência da ansiedade de separação é o estado depressivo. Nada motiva o cão enquanto ele está sozinho. Não bebe água, não come, ignora diversos estímulos que o motivariam se estivesse com os donos. Por um lado, esses comportamentos incomodam menos e chamam menos a atenção que o desespero, mas, por outro, o animal pode estar sofrendo física e psicologicamente, o que produz alta taxa de hormônio do estresse e aumenta o risco de contrair problemas de pele, câncer e outras doenças.


Causa Quando lobos e cães selvagens estão em grupo, têm maior chance de sucesso nas caçadas e de sobreviver. Para eles, portanto, estar sempre em grupo é uma questão estratégica. Essa programação genética é herdada também pelos cães, inclusive por aqueles que vivem no aconchego de um lar humano. E essa tendência natural pode ser amenizada ou piorada, dependendo das nossas atitudes.


Não estimular A maioria dos cães tem de ficar sozinha em um ou outro momento. Entre as iniciativas que podem evitar a ansiedade de separação, uma é não supervalorizar as saídas e as voltas ao lar. Nunca saia de casa se desculpando para o cão, preocupado ou ansioso demais. Nem chegue fazendo muita festa. Ao contrário, nesses momentos mantenha-se relaxado e evite retribuir a festa. Não é fácil, mas vale a pena: o cão será diretamente beneficiado.


Onde deixar Se o cão tem acesso aos quartos e à sala de TV na sua presença, não restrinja a permanência nesses espaços quando ele estiver sozinho. Ficar exatamente onde você costuma ficar faz o cão se sentir melhor. Mais ainda se naquele lugar vocês costumam interagir e permanecer juntos por bastante tempo. Dormir no seu sofá preferido ou sobre o seu travesseiro são ótimas maneiras de diminuir a ansiedade do cão.


Se isso não for possível, adote outra estratégia. Procure fazer da caminha dele o "centro da matilha". Deixe nela o seu cheiro e permaneça mais tempo perto dela, com ele. Assim, o cão não se sentirá tão excluído quando for preciso deixá-lo sozinho.


Seu cão não é sua sombra O cão que nos segue o tempo todo dentro de casa costuma sofrer mais quando fica sozinho - a ruptura se torna radical se, o tempo todo, ele nos vê, ouve e cheira.Para diminuir o excesso de proximidade, a solução é ensinar o comando “fica” e pô-lo em prática algumas vezes por dia. Comande “fica” quando você for para a cozinha, por exemplo. Dessa forma, além de o cão se acostumar com as suas ausências temporárias, perceberá que você volta sem ele precisar latir ou arranhar a porta.


Evitar traumas Podemos dizer que os cães têm medo de ficar sozinhos e que, se ocorrer algo assustador ou muito desagradável durante a ausência dos donos, esse medo tende a aumentar. Por isso, se você souber que haverá estouro de fogos, uma tempestade ou algum outro evento que possa ser assustador, não saia de casa se for possível. Ou, então, dê um remédio para acalmar o cão e ele não sofrer muito nem se traumatizar. Avalie qual é o melhor medicamento para esses casos com um médico-veterinário e procure testar o medicamento algumas vezes antes de sair de casa.


Caça a petiscos Esconder petiscos pela casa para serem encontrados pelo cão durante a ausência dos donos ajuda a entretê-lo, a relacionar solidão com comportamentos prazerosos e a torná-lo menos ansioso. Normalmente, para aumentar o interesse do cão, é preciso estimular o apetite dele. Se ele estiver um pouco ou muito acima do peso correto, situação bastante comum, bastará deixá-lo com o peso adequado para o apetite aumentar bastante.