segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por que alguns cães odeiam ficar sozinhos?


Saiba quais motivos podem levar o cão a se desesperar ou a ficar deprimido cada vez que os donos saem . O seu cão odeia ficar sozinho? Ele não é o único. Existe até um nome específico para esse problema: ansiedade de separação.


Desespero Uma das manifestações do problema é facilmente percebida. O cão late sem parar, chora, arranha ou morde a porta, baba, se lambe ou se morde. Há ainda reflexos como aceleração dos batimentos cardíacos e aumento de cortisol, hormônio relacionado com o estresse.


Depressão Outra possível consequência da ansiedade de separação é o estado depressivo. Nada motiva o cão enquanto ele está sozinho. Não bebe água, não come, ignora diversos estímulos que o motivariam se estivesse com os donos. Por um lado, esses comportamentos incomodam menos e chamam menos a atenção que o desespero, mas, por outro, o animal pode estar sofrendo física e psicologicamente, o que produz alta taxa de hormônio do estresse e aumenta o risco de contrair problemas de pele, câncer e outras doenças.


Causa Quando lobos e cães selvagens estão em grupo, têm maior chance de sucesso nas caçadas e de sobreviver. Para eles, portanto, estar sempre em grupo é uma questão estratégica. Essa programação genética é herdada também pelos cães, inclusive por aqueles que vivem no aconchego de um lar humano. E essa tendência natural pode ser amenizada ou piorada, dependendo das nossas atitudes.


Não estimular A maioria dos cães tem de ficar sozinha em um ou outro momento. Entre as iniciativas que podem evitar a ansiedade de separação, uma é não supervalorizar as saídas e as voltas ao lar. Nunca saia de casa se desculpando para o cão, preocupado ou ansioso demais. Nem chegue fazendo muita festa. Ao contrário, nesses momentos mantenha-se relaxado e evite retribuir a festa. Não é fácil, mas vale a pena: o cão será diretamente beneficiado.


Onde deixar Se o cão tem acesso aos quartos e à sala de TV na sua presença, não restrinja a permanência nesses espaços quando ele estiver sozinho. Ficar exatamente onde você costuma ficar faz o cão se sentir melhor. Mais ainda se naquele lugar vocês costumam interagir e permanecer juntos por bastante tempo. Dormir no seu sofá preferido ou sobre o seu travesseiro são ótimas maneiras de diminuir a ansiedade do cão.


Se isso não for possível, adote outra estratégia. Procure fazer da caminha dele o "centro da matilha". Deixe nela o seu cheiro e permaneça mais tempo perto dela, com ele. Assim, o cão não se sentirá tão excluído quando for preciso deixá-lo sozinho.


Seu cão não é sua sombra O cão que nos segue o tempo todo dentro de casa costuma sofrer mais quando fica sozinho - a ruptura se torna radical se, o tempo todo, ele nos vê, ouve e cheira.Para diminuir o excesso de proximidade, a solução é ensinar o comando “fica” e pô-lo em prática algumas vezes por dia. Comande “fica” quando você for para a cozinha, por exemplo. Dessa forma, além de o cão se acostumar com as suas ausências temporárias, perceberá que você volta sem ele precisar latir ou arranhar a porta.


Evitar traumas Podemos dizer que os cães têm medo de ficar sozinhos e que, se ocorrer algo assustador ou muito desagradável durante a ausência dos donos, esse medo tende a aumentar. Por isso, se você souber que haverá estouro de fogos, uma tempestade ou algum outro evento que possa ser assustador, não saia de casa se for possível. Ou, então, dê um remédio para acalmar o cão e ele não sofrer muito nem se traumatizar. Avalie qual é o melhor medicamento para esses casos com um médico-veterinário e procure testar o medicamento algumas vezes antes de sair de casa.


Caça a petiscos Esconder petiscos pela casa para serem encontrados pelo cão durante a ausência dos donos ajuda a entretê-lo, a relacionar solidão com comportamentos prazerosos e a torná-lo menos ansioso. Normalmente, para aumentar o interesse do cão, é preciso estimular o apetite dele. Se ele estiver um pouco ou muito acima do peso correto, situação bastante comum, bastará deixá-lo com o peso adequado para o apetite aumentar bastante.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Como Escovar os Dentes Pode Melhorar o Comportamento do Seu Cachorro?


Talvez você ainda não saiba, mas a saúde dos dentes do seu peludo é muito importante e pode garantir muitos anos de vida a mais para ele, além de tornar o convívio entre vocês mais agradável.

Quantos dentes o cachorro tem?
Os filhotes possuem 28 dentinhos de leite. Isso mesmo, os filhotes possuem dentes de leite que começam a cair por volta dos 3 meses e meio de idade. Logo em seguida começam a aparecer os dentes definitivos que na maioria das raças são 42. O cães costumam estar de “dentadura” totalmente nova, ou seja com os dentes definitivos totalmente posicionados por volta dos 7 meses de idade.

Você sabia que dentes limpos garantem mais anos de vida para o seu bichão?
A falta de escovação da boca do seu peludo causa mais do que o famoso bafo-de-onça, ela ajuda na proliferação de bactérias que criam as placas bacterianas, o acúmulo de tártaro (uma crosta amarelo-amarronzada que aparece principalmente nos dentes caninos e molares dos cães), e mais do que isso, podem provocar doenças em outros órgãos do corpo do nossos peludos, como infecções no coração, doenças no fígado e nos rins.

Tal como nós, nossos peludos podem desenvolver doenças na boca, pela falta da escovação e pela falta de tratamento em um veterinário. Algumas destas doenças são:

Gengivite: inflamação das gengivas que pode se transformar em periodontite. Os sintomas da gengivite são sangramentos e vermelhidão da gengiva, desconforto e dor, além de dificuldade em mastigar.

Periodontite: mais séria do que a gengivite, a periodontite é uma infecção que pode se espalhar pelos tecidos e pelos ossos em que as raízes dos dentes se prendem. O comprometimento destes ossos pode levar a perda dos dentes e é irreversível.

E que o tártaro acumulado nos dentes dos cães podem causar infecções que podem levar a morte?
Uma boca doente não se resume apenas a um bafinho ruim de doer, nem mesmo se resume apenas a boca do seu cão. O coração, o fígado, os rins, o trato intestinal e até as articulações de nossos amigões podem ser afetados. O tártaro e a infecção da boca contém várias bactérias que podem se espalhar e se desenvolver em outras partes do corpo. Somente o cuidado regular dos dentes do seu bichão e visitas periódicas ao veterinário podem prevenir problemas mais sérios.

Você sabia que não se pode usar pasta de dentes de humanos em cães?
É preciso lembrar que o cão não tem como enxaguar a boca e cuspir a pasta de dente, como a gente faz. O flúor contido na nossa pasta de dente faz mal se for engolido, e os componentes da pasta de dentes humana (como alguns detergentes, por exemplo) podem causar irritações no estomago dos nossos cães.

A escova de dentes também precisa ser especial.
Os cães têm a gengiva bastante delicada e sensível. Usar uma escova de dentes inadequada pode machucá-los, causando desconforto e dor. O ideal é usar uma escova apropriada, ou uma “dedeira” que é uma escova de borracha que você coloca no dedo e massageia e escova os dentes do seu peludo com a maior facilidade.


Mas qual é a melhor idade para começar a escovar os dentes do cão?
De acordo com a American Veterinary Dental Society (AVDS) 80% dos cães com 3 anos de idade possuem alguma doença oral. Quanto mais cedo você começar a ensinar o seu filhote a deixar escovar os dentes, melhor.

Ao ensinar o seu filhote a relaxar e deixar ter seus dentes escovados e a gengiva massageada, você estará contribuindo para que ele tenha uma vida mais saudável, mas também estará desenvolvendo um importante trabalhado na educação e na relação entre vocês dois. Relaxar e deixar o dono “esfregar” a boca é um sinal de confiança e de submissão (no bom sentido) por parte do filhote. Este ritual ajuda a você manter o seu papel de líder, e se for executado de forma correta, diminui as chances do seu peludo se tornar agressivo e fora do controle sempre que tiver que ser examinado, contido, ou manipulado.

E como acostumar o cão a deixar ter seus dentes escovados?
  1. Escolha um local calmo, sem distrações e em um horário que seja tranqüilo para você e para o peludão. Nada de querer fazer as coisas com pressa.

  2. Deixe o cão se acostumar aos poucos com esta estória nova. Durante os 3 primeiros dias apenas ofereça um pouquinho de uma pasta de dentes canina no dedo e deixe o peludo lamber a vontade. Aproveite para fazer um cafuné no bichão.

  3. Nos próximos 5 dias coloque um pouquinho de uma pasta de dentes canina no seu dedo, acomode o bichão no seu colo, ou na posição preferida dele para receber carinhos, e massageie o seu dedo na gengiva dele por uns 5 segundos. Não use a dedeira ainda, nem é preciso "escovar” toda a boca.Comece massageando apenas os dentes da frente ou uma das laterais da boca. Observe o ponto que o seu cão fica mais relutante em deixar escovar e a cada dia dedique um segundo a mais justamente neste ponto. Termine a massagem da gengiva sempre no ponto da boca que ele fica mais relaxado. Ao final desta breve seção faça bastante carinho e ofereça um pouquinho de água para nosso amigão.

  4. É hora de introduzir a dedeira de borracha. Repita o programa de 5 dias como foi descrito no item 3, desta vez usando a dedeira.

  5. Você já está trabalhando a 13 dias neste intensivão e já deve ter conquistado alguns progressos. Se o seu peludo já aceita bem a escovação, vá em frente e trabalhe a boca toda, pelo menos 2 vezes por semana. Se vocês ainda precisam de algum tempo para se adaptar ao ritual da escovação, procure dividir a tarefa em duas etapas. Escove uma metade da boca primeiro, e então libere o peludo para brincar ou fazer qualquer outra coisa. Em uma outra hora do dia que vocês estejam relaxados novamente aproveite para escovar a metade que ficou faltando. Mantenha este esquema até o seu peludo começar a aceitar a escovação com naturalidade.

  6. Enquanto o seu peludo estiver se acostumando a ter os dentes escovados, tenha o cuidado de parar a sessão antes dele ficar irritado e irrequieto. Se ele desconfiar que dando chilique vai se livrar da escova de dentes, vai ficar cada dia mais difícil de tratar da boca do bichão.

  7. Escove sempre de uma maneira bem gentil e sem fazer força contra a gengiva de seu peludão.

  8. Faça movimentos circulares lentos e certifique-se de massagear a linha da gengiva, além da parede dos dentes.

  9. Certifique-se de escovar os dentes do fundo da boca e os caninos, pois é neles que as placas se formam mais freqüentemente. Também não se preocupe em escovar os dentes pelo lado de dentro da boca do bichão, pois as placas e o tártaro normalmente se aderem na face externa dos dentes.

  10. Use uma porção pequena de uma pasta de dentes canina para cada lado da boca o seu bichão.

  11. Sempre termine cada sessão fazendo um belo carinho no seu peludo.

  12. Escove os dentes do peludão pelo menos 2 vezes por semana.

E quais são os benefícios para o comportamento do cão?
Como a gente já disse antes, um cachorrinho que é ensinado a ser manipulado e examinado desde pequeno tem muito menos chances de desenvolver sinais de agressividade por dominância contra seu próprio dono.

Ao começarmos a educar um filhote com apenas 60 dias de vida é fisicamente muito mais fácil de segurá-lo na posição correta e de controlar qualquer tentativa de não se deixar submeter. Com calma e firmeza, ao escovarmos os dentes do peludo, estamos passando uma mensagem para ele de que somos fisicamente mais fortes (em que se tratando de certas raças deixará de ser verdade em muito pouco tempo, mas o peludo nunca vai saber disso), que somos “autoritários” como os bons líderes devem ser, mas que também somos confiáveis, pois não iremos machucar o nosso amigão.

Se o seu cão se tornar realmente difícil para escovar os dentes, mesmo seguindo todas as nossas orientações, é provável que você precise de um profissional para lhe ajudar a avaliar os possíveis desdobramentos deste comportamento no futuro, e aproveitar para traçar um plano para evitar que o cão se torne fonte de medo, intimidação, ou tristeza para a família.

Ao deixar ter seus dentes escovados, o filhote, ou mesmo um cão adulto, vai se tornando cada vez mais relaxado quando precisar ser manipulado pelo veterinário, ou pelo tosador, sem falar pelo próprio dono. Ficar calmo, sem se debater, com confiança nas pessoas que estão fazendo a limpeza de seus dentes, facilita muito a vida do peludo e de todo mundo também.

A relação homem / cão fica mais saudável, mais harmoniosa, mais amiga, mais parceira, mais confiável.

Viu como escovar os dentes do seu cão melhora muito a qualidade de vida de seu melhor amigo? Estamos pensado não só no bem-estar físico do peludo, mas principalmente em uma maneira de você se relacionar com ele sem estresse desnecessário, e sem mordidas e mau comportamento no futuro.

Uma observação:

A escovação regular com uma boa pasta de dentes canina previne a formação das placas bacterianas e do tártaro, mas se o seu peludo já está com os dentes muito sujos, leve-o para uma consulta com o seu veterinário de confiança para avaliar a necessidade de fazer uma remoção profunda. Depende de cada cão, mas normalmente seu amigão poderá precisar de uma limpeza profissional a cada 3 anos.

Consulte sempre o seu veterinário de confiança e siga à risca os conselhos dele. É importante evitar uma limpeza de tártaro prevenindo o problema, mas não fingindo que ele não existe.

Escovar os dentes é saúde,educação e amor para com o seu peludo!


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Como evitar disputas entre cães.


Animais sociais, os cães estão preparados para viver em grupo, tanto de cães como de humanos. Mas em toda convivência há sempre a possibilidade de conflitos. Nesse artigo vou explicar como lidar com essas situações quando dois ou mais cães compartilham o mesmo lar.

Muitas pessoas que convivem com dois ou mais cães procuram tratá-los igualmente para não cometerem injustiças. Se querem agradar um deles, para não deixar os demais ressentidos, procuram agir igualmente com todos, ao mesmo tempo.Esse costume, porém, pode causar brigas. Atender simultaneamente vários cães ignora a escala de poder estabelecida por eles. É preciso respeitar essa hierarquia para não provocar conflitos desnecessários.

Como respeitar a hierarquia
Procure sempre privilegiar o cão que está na posição mais alta da hierarquia. Ofereça primeiramente a ele os petiscos, os brinquedos e a comida, e só depois aos demais.Geralmente, o cão líder é o mais facilmente identificável. Parece querer controlar tudo, o tempo todo, e costuma ser observado e respeitado pelos demais. O cão em posição hierarquicamente inferior dá sinal de sua submissão com atitudes como colocar a cauda entre as pernas, pôr a ponta da língua para fora ou lamber a boca do cão dominante.

É mais difícil respeitar a hierarquia quando se tem mais de dois cães. Um exemplar que não é o mais dominante pode ficar em posições diferentes, conforme a ocasião. Se receber apoio do dono ou de um cão mais dominante, por exemplo, subirá de posição. Mas, quando a situação acabar, poderá ser confrontado pelos cães que se sentiram prejudicados.

A estratégia de dar prioridade ao líder exige que estejamos atentos a alguns desafios. Por exemplo, ao chegar em casa, se o nosso cão predileto não for o dominante, não deve ser o primeiro a receber atenção. Caso contrário, há o risco de ele resolver aproveitar a oportunidade para tentar mostrar liderança sobre os demais e começar uma briga.

Evite disputas por alimento e objetos
Ao perceber que determinado objeto ou alimento causa briga entre os cães, evite usá-lo. Ou, então, só o ofereça quando os cães estiverem separados. O mais prudente é servir a comida isoladamente ou sob supervisão humana, para evitar conflitos desnecessários.

Não dê bola a pequenos desafios
Dar atenção a cães que se desafiam em pequenas brigas pode torná-las mais freqüentes só para chamar a nossa atenção. Interferir nessas disputas tão comuns também pode atrapalhar a definição da liderança e resultar em mais brigas posteriormente.

Castração pode ajudar
Brigas ocorrem mais entre cães do mesmo sexo. A castração pode ajudar a reduzir esses conflitos, tanto entre machos como entre fêmeas (elas tendem a ficar mais agressivas no cio).

Convívio constante
Só separe os cães se houver necessidade. Quando eles ficam sem contato por algum tempo e depois voltam a estar juntos, podem se mostrar mais dominantes em relação ao território e aos objetos disponíveis. O resultado provável é haver brigas mais sérias. Se possível, mantenha o convívio entre os cães, mesmo depois de pequenos conflitos entre eles.

Exerça forte liderança
A maior parte das brigas ocorre quando o proprietário chega em casa e interage com os cães. Para evitá-las, é preciso demonstrar forte liderança e não permitir provocações e rosnados que possam evoluir para briga.

Lidando com momentos críticos
Existem situações que favorecem o começo de brigas. Por exemplo, voltar de um passeio feito com somente um dos cães, que não seja o dominante do grupo.Nesse momento, para os cães não ficarem se cheirando ou se confrontando, deve-se criar um foco diferente de atenção. Por exemplo, ao chegarem ofereça um petisco ao cão dominante e, em seguida, aos demais. Assim, todos prestarão atenção em você, em vez de um tentar controlar o outro.

Resumo
  • Privilegie o cão mais dominante servindo-o primeiro..
  • Respeite a hierarquia natural.
  • A castração normalmente reduz brigas entre indivíduos do mesmo sexo.
  • Evite separar os cães desnecessariamente.
  • Mostre que você realmente manda.
  • Desvie a atenção de um cão com relação a outro para evitar conflitos.
  • Não recompense com atenção as pequenas disputas.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Do lobo ao cão doméstico.


Muitos comportamentos do cão são herdados. E só podem ser realmente compreendidos se levarmos em conta a história evolutiva da espécie. Alguns deles, como a gravidez psicológica, deixaram de fazer sentido no modo de vida atual. Outros adquiriram funções diferentes. Por exemplo, a capacidade de seguir um rastro para capturar uma presa é hoje aproveitada para busca e salvamento.

Ao contrário do que muita gente pensa, ainda não sabemos exatamente como ocorreu a domesticação do cão. Acreditava-se que teria sido há cerca de 15 mil anos. Descobertas arqueológicas referentes àquela época mostraram cães enterrados com seres humanos em posições que sugeriam afetividade entre eles. Estudos recentes de DNA mitocondrial (tipo de DNA que permite estimar separações entre grupos de animais) apontam para a separação entre o cão e o lobo há mais de 100 mil anos! Uma teoria lança a idéia de que o cão já havia se separado do lobo antes mesmo do contato com seres humanos. Com isso, o homem deixaria de estar na posição de “criador” do cão.

Está cada vez mais certo que o cão doméstico se originou do lobo cinzento (Canis lupus) ou de um ancestral comum muito próximo. Teorias antigas levantavam hipóteses de o cão ter sido originado a partir de coiotes, chacais ou outros lobos. Mas essas idéias foram abandonadas depois de analisado o DNA de cada espécie e de se ter constatado que o lobo cinzento e o cão possuem DNA quase idênticos.


Muitos estudos sobre diferenças e semelhanças entre lobo e cão procuram mostrar a influência humana na seleção das características comportamentais do cão atual. As semelhanças entre as duas espécies são muito grandes. Desde a comunicação corporal, feita com sinais de submissão e dominância, até o comportamento de ataque e a inteligência para resolver problemas complexos.


Outro fato interessante é que a seleção realizada pelo homem especializou os cães em diversas funções sem acrescentar comportamentos inexistentes nos lobos. Foram fixadas grandes diferenças de morfologia (de formas) e de comportamento, sempre por meio de trabalhos feitos com características e aptidões já presentes. Nas raças de guarda, por exemplo, ressaltaram–se o instinto guardião e a coragem do lobo. No comportamento de pastoreio do Border Collie, foi reforçado o instinto de cercar a presa antes de capturá-la, e assim por diante. O ser humano, portanto, apenas selecionou e reforçou, nos cães, características que já estavam presentes no lobo, sem ter criado comportamentos novos.


A habilidade de comunicação interespecífica, ou seja, entre o cão e o homem, ocorre nos cães em maior grau do que nos lobos. Faz bastante sentido imaginar que o ser humano, consciente ou inconscientemente, tenha selecionado características e aptidões que facilitaram a comunicação entre as duas espécies, durante o longo convívio entre ambas.


Experimentos recentes feitos com cães e lobos socializados demonstraram que os cães prestam mais atenção no rosto humano e têm mais facilidade do que o lobo para compreender gestos de apontar feitos por pessoas.


Outra diferença curiosa entre cães e lobos criados nas mesmas condições é que, ao contrário dos lobos, os cães podem preferir imitar alguns comportamentos humanos em vez dos da própria espécie, a partir de certa idade.


A capacidade de ser treinado e de se adaptar a diversas situações também diferencia as duas espécies. É muito mais difícil ensinar um lobo do que um cão a sentar, a deitar, etc. Tais capacidades podem estar relacionadas a uma característica do cérebro canino adulto: ele se mantém semelhante ao cérebro do filhote de lobo por toda a vida. “Cérebros novos” possuem uma plasticidade maior para lidar com ambientes diferentes e para aprender coisas novas.


As aptidões dos cães os tornam mais adaptados à vida com o ser humano. Da mesma forma, os lobos se saem melhor na vida selvagem, para enfrentar os problemas comuns ao hábitat deles.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É preciso castigar os cães para educá-los?

Ser ou não ser carrasco
As pessoas podem ser classificadas em dois grandes grupos quanto à maneira de tentar educar seus cães. Há os que acreditam na necessidade de bater, forçar e obrigar o cão a fazer o que querem, criando uma relação baseada em medo. E há os que são contra qualquer punição e procuram não contrariar nem frustrar seus cães. Nesse segundo grupo, a maioria se sente insegura quanto à maneira de estabelecer limites. Alguns proprietários têm medo de ser brandos demais e não conseguir ser respeitados pelo cão. Outros temem ser rigorosos demais e deixar o cão medroso e apático ou sem iniciativa.

A agressão física tem sido duramente atacada na última década. Demonstrou-se que, na maioria das vezes, é possível e vantajoso ensinar com estímulos positivos e recompensas. Dessa maneira, o cão desenvolve gosto por aprender e se torna mais espontâneo. Mas, ao adotar a idéia do aprendizado mais agradável e recompensador, é importante saber estabelecer limites para impedir que certos comportamentos perigosos ou desagradáveis se desenvolvam. Felizmente, consegue-se esse objetivo sem ser necessário bater no cão ou machucá-lo.

Amor e liberdade
Achar que amar o cão é deixá-lo fazer o que quiser, sem dar bronca nem frustrá-lo, é um pensamento comum hoje em dia. Mas o resultado da falta de limites pode ser desastroso. Há a possibilidade de o cão se tornar agressivo ou inseguro e ainda de ele acabar preso num quintal ou canil, isolado do convívio com seu grupo, apesar de pertencer a uma espécie extremamente social.

A educação pode e deve ser feita com recompensas e reforços positivos, mas é importante também que haja limites. Quando esses não forem respeitados, será necessário adotar algum tipo de punição ou reforço negativo. Desse modo, pode-se garantir a segurança do animal, seu equilíbrio emocional e preservar o bom convívio dele em sociedade.

Sofrimento humano
Em numerosas consultas que prestei, aprendi que estabelecer limites pode ser extremamente doloroso e difícil, principalmente para algumas mulheres. Quando o cão é considerado o bebê da casa, as pessoas se sentem culpadas por puni-lo e temem que ele fique magoado com elas. São sentimentos genuínos, que devem ser respeitados. Por isso, passei a dar bastante atenção aos aspectos psicológicos envolvidos no estabelecimento de limites, em vez de me preocupar somente com a aplicação da técnica. Entender que as broncas eficazes fazem parte da educação permite às pessoas se sentirem menos mal ao aplicá-las. Uma técnica engraçada, mas que tem funcionando, é a pessoa explicar para o cão que a bronca é necessária para o bem dele, e que se tornará tanto menos necessária quanto mais educado e controlado ele estiver. Dizer isso parece aliviar o sentimento de culpa da pessoa e permite que ela continue a aplicar a técnica da maneira correta.

Punir é a única forma de estabelecer limites?
Primeiramente, é importante entender que a punição e o reforço negativo não têm a intenção de machucar o cão nem de ser uma vingança. O objetivo é unicamente impedir ou redirecionar comportamentos indesejáveis.

Uma maneira de punir o cão que se comporta de modo indesejado para obter atenção é ignorá-lo. Mas pode não funcionar se ele intensificar aquele comportamento e conseguir a atenção que quer. Imagine um filhote que morde a mão do dono para chamar atenção. Ele poderá morder cada vez mais forte até se tornar impossível ignorá-lo. Portanto, antes de adotarmos a técnica, devemos nos perguntar se conseguiremos ignorar o comportamento intensificado. Se sim, a estratégia será adequada. É comum que um comportamento cesse depois do aumento da sua intensidade, tendência essa conhecida em psicologia como “extinction burst”.

Grande parte dos comportamentos caninos é auto-reforçadora, ou seja, praticá-los proporciona por si só uma recompensa ao cão. É o caso do cão que rouba comida de cima da mesa. Se o produto do roubo for do agrado dele, voltará a roubar somente para sentir novamente o prazer que o alimento lhe deu. Num caso desses, ignorar o comportamento de nada adiantará. Situações assim tornam necessária a utilização consciente de punições para serem estabelecidos os limites. Mas é preciso saber aplicar a técnica corretamente, é o que planejo ensinar no próximo artigo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Queda de pêlo em Cães.


As quedas de pêlos podem e ocorrem por várias razões. Uma delas é a chamada queda fisiológica, que ocorre normalmente por envelhecimento do próprio pêlo ou de seu folículo (raiz) e assim esse pêlo cai para ser em seguida substituído por outros.
Essa queda fisiológica anteriormente referida ocorre em geral no verão e não é localizada (num único local da pelagem) mas generalizada, isto não querendo dizer que o animal se torne careca, pois essa queda é rarefeita e é percebida apenas com cuidadosa observação, pelo fato da pelagem ficar menos densa.

A queda chamada patológica (alopecia), que é a queda anormal, têm várias causas. Entre elas, doenças do próprio pêlo ou da pele do animal, tais como micoses, sarnas, eczemas, enfim uma variedade enorme de causas diretas no epitélio de revestimento animal. A queda de pêlos também pode ocorrer de forma indireta, por doenças nutricionais ou mesmo infecções. Entre as doenças nutricionais que podem determinar queda de pêlos pode-se citar a simples avitaminose A. Estando essa vitamina A ausente ou em quantidade insuficiente na alimentação do animal, essa vitamina chamada de protetora dos epitélios, poderá haver simples perda de seu brilho e resistência, culminando até por sua queda. Insuficiências de determinados sais minerais na alimentação, pode ter por conseqüência também queda de pêlos. Até simples falta na alimentação de determinados aminoácidos, que como é sabido são por assim dizer os tijolos que formam as moléculas de proteínas mais complexas, podem também determinar queda de pêlo.

As Infecções, pelo fato de determinarem febre, poderá ser também uma causa de queda de pêlos. Em vista desses diferentes fatores, observe a pelagem de seu cão: Caso a queda de pêlos seja localizada, formando verdadeiras "ilhas" (sem pêlo), isto requer imediato tratamento de acordo com sua causa, sendo em geral originada por parasitas (fungos, sarnas ou outros parasitas). Caso não seja imediatamente tratada quando parasitária, há o risco inclusive do parasita se alastrar ou mesmo se propagar a outros seres suscetíveis, como o próprio homem, no caso de se tratar por exemplo de uma micose tricofítica ou uma sarna por Sarcoptis scabiei (Escabiose).

Já quando a perda de pêlos ocorrer de forma generalizada, determinando apenas uma rarefação da pelagem (ficando a mesma menos densa), caso a mesma seja discreta e sem perda de brilho, trata-se de uma queda fisiológica e em geral ocorre durante a estação do Verão. Porém, quando essa queda é generalizada, tornando a pelagem além de rarefeita também o pêlo perdendo seu brilho, sua causa é geral. Neste último caso, apenas um cuidadoso exame das condições gerais do animal poderá elucidar sua causa específica ou suas causas. Existe também, um quadro mórbido chamado de Alopecia areata, cuja causa é nervosa, causando também queda localizada de pêlos.

P.S. - Deve também ser observado pelo dono ou tratador do animal, se concomitantemente à queda de pêlos existe prurido (coceira), por ser este um importante sintoma complementar para diagnóstico, além de possível rubor da pele (avermelhamento) ou mesmo inflamações nessas áreas da pele onde ocorre tal perda de pêlos. Para dizer se a pele esta ou não inflamada, observe e coloque mesmo sua mão para sentir se há calor anormal nessa área glaba (sem pêlo), pois a inflamação se faz sempre acompanhar de três sinais importantes : DOR + CALOR + RUBOR.

domingo, 20 de setembro de 2009

Salsicha? É a bola da vez!


O Dachshund foi posto em evidência como a raça canina mais agressiva por um estudo publicado na bem conceituada “Applied Animal Behavior Science”. A repercussão foi enorme, no mundo todo. Se a raça fosse de porte grande, já teriam surgido diversos projetos de lei proibindo-a! Neste artigo abordo a problemática dos experimentos que tentam ranquear a agressividade canina com base nas raças. E explico por que cada vez vence uma raça diferente. Para exemplificar, usarei o estudo atualmente em evidência.
Medições diferentes
O principal problema, na minha opinião, está na simplificação excessiva de um assunto bastante complexo, que é o da agressividade. Cada experimento mede algum aspecto diferente relacionado à agressividade dos cães. E quando o resultado é divulgado, acaba sendo distorcido pela maneira de dar a notícia ou pela preguiça de tentar entender assuntos mais complexos.

Simplificação perigosa
Como exemplo, coloquei abaixo os quatro primeiros resultados de uma busca no Google, digitando as palavras dachshund e agressividade:
1.Pit Bull perde para Dachshund em ataque a pessoas!
2.O cão mais feroz do mundo.
3.O cão mais perigoso é o “salsicha”.
4.“Salsicha é o cão mais feroz do mundo, diz estudo...
São manchetes simples, diretas e atrativas. Têm tudo que acredito ser preciso para chamar a atenção. O problema é que podem nos levar a interpretações erradas do resultado do experimento.

Menos graça, mas menos sensacionalismo
O estudo mostrou o resultado de questionários preenchidos por donos de cães de pouco mais de 30 raças (as raças caninas são mais de 400, no mundo). Em parte, os respondentes eram membros do American Kennel Clube (AKC); e, em parte, eram pessoas que encontraram o formulário na internet. O Dachshund foi a raça com maior porcentagem de respondentes que informaram que seus exemplares morderam, mordiscaram ou ameaçaram morder. A partir desses dados básicos, faço as minhas considerações.

Efeito “linhagem genética”
cada raça tem diversas linhagens e cada linhagem pode ter temperamento diferente. Dependendo da linhagem testada, os resultados estão sujeitos a variar bastante. É possível, por exemplo, que o Dachshund americano seja mais agressivo do que o Dachshund brasileiro, na média.

Efeito “dono”
As raças caninas podem ser associadas a um ou a outro tipo de pessoa, conforme o modismo da época. Raças diferentes, portanto, podem ter tipos diferentes de donos. Como os cães são bastante influenciados pelo comportamento de seus donos, deveríamos tentar eliminar o efeito “dono” ao compararmos uma raça com outra. No experimento, nenhuma característica dos donos foi levada em conta. Por exemplo, dependendo de quantos donos de Dachshunds têm crianças em casa, o resultado da pesquisa pode mudar, pois as crianças são os membros da família mais suscetíveis a levar mordida.

Efeito “fonte”
Muitos estudos são realizados a partir de estatísticas com base em registros feitos por hospitais. Mas a maioria das pessoas só vai ao hospital quando a mordida é séria. Com base nesses registros, os cães maiores subiriam no ranking, por serem mais capazes de machucar gravemente. No caso dos questionários do estudo em foco, parte dos criadores (membros do AKC) pode ter manipulado os resultados por interesse comercial e parte dos visitantes da internet (pessoas sem identidade comprovada), pode ter dado respostas até por brincadeira. Nessa hora, as raças mais lembradas são as mais populares.

Efeito “população canina”
Quanto maior a população de cães de uma raça, maior a chance de alguém ser mordido por um exemplar daquela raça. Se numa cidade, por exemplo, só tiver Pit Bull, todas as mordidas serão de Pit Bull, sem que isso signifique necessariamente que o Pit Bull é perigoso.

Efeito “agressividade mensurada”
Às vezes, rosnar ou mostrar os dentes é uma maneira que o cão tem para avisar quando não gosta de algo. Com isso, ele sinaliza que, se a provocação não parar, dará uma mordida. No experimento em discussão, as ameaças de mordida foram consideradas agressividade. Cães que não rosnam nem mostram os dentes antes de atacar, podem ter sido, portanto, considerados menos agressivos do que os cães que atacam com prévio aviso.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Na piscina, sem traumas.


Muitos cães se divertem buscando objetos atirados na água. Nadar é uma ótima atividade. Fortalece a musculatura com a vantagem de não submeter as articulações a impactos com o solo, típicos de esportes como corrida e salto. Por isso, a natação é recomendada por veterinários para cães com má-formação nas articulações (a mais conhecida é a displasia coxo-femoral).

Disposição para nadar
Praticamente todo cão pode gostar de se exercitar na piscina. A espécie canina aceita com facilidade as atividades aquáticas. Tanto que nadar faz parte das funções principais de várias raças, como acontece com o Golden Retriever, o Labrador e o Cocker. Mas qualquer cão só vai gostar de natação se a prática for associada a algo prazeroso, desde o início - jamais a traumas.


Jogar o cão na piscina pode causar trauma e afogamento
Ser jogado numa piscina é a primeira experiência aquática pela qual passam muitos cães. Esse método raramente dá certo. Ao sentir-se repentinamente sem apoio sob os pés e com água dificultando a respiração, o cão, em geral, se desespera. Debate-se, tentando ficar à tona e sobreviver. O cansaço vem depressa e, com ele, o risco de afogamento. Resultado: o cão fica traumatizado. Nunca mais vai querer entrar numa piscina. E passará a resistir a qualquer nova tentativa de ser posto na água.

Associe algo agradável a estar na água
Pode-se começar a treinar o cão para a natação a partir de filhote, depois de ele estar completamente vacinado. É preciso que o cão manifeste vontade de entrar na água. Um bom estímulo é fazê-lo buscar um brinquedo ou petisco. Outra motivação é ele ver um cão conhecido nadando ou o dono chamá-lo de dentro da água.

Às vezes, quando está na água, o cão em vez de nadar em direção do objetivo, começa a bater as patas sem deslocar o corpo para frente – ele parece tentar sair da água, batendo as patas para cima. Nesse caso, é preciso mostrar a posição certa, antes que ele fique exausto e traumatizado. Segure-o firmemente, próximo à superfície, com o corpo para frente na posição horizontal e solte-o em direção à margem ou em direção ao objetivo que ele quer alcançar. Procure ir dando petiscos ao cão durante todo o processo.


Se houver dificuldades para treinar o cão na piscina, o treino inaugural pode ser feito num lago ou praia. A maioria dos cães entra com naturalidade na água rasa e vai em frente quando há algo interessante a alcançar. Nesse caso, a técnica é oferecer petiscos cada vez um pouco mais no fundo, para o cão não acabar desistindo.


É importante facilitar o sucesso da experiência inicial e reforçar o aspecto agradável. Afinal, você quer o cão motivado, sem frustrações nem medos. Por isso, depois de ele ter obtido êxito na primeira tarefa aquática, faça-o nadar mais um pouco, recompensando-o de vez em quando com um petisco. Fique pronto para acudi-lo imediatamente, caso seja necessário.Terminada a natação, seque bem as orelhas do cão: a umidade pode causar otite (se ele entrou no mar, lave-o antes com água doce, para evitar irritações e alergias).


O cão pode se afogar numa piscina se não conseguir sair dela. As piscinas, em geral, não oferecem recursos para os cães saírem delas por conta própria. Nesse caso, o cão só deve entrar na água se houver alguém para supervisioná-lo. Poucos cães aprendem a sair pela escadinha tradicional. O melhor é que haja uma rampa submersa ou uma escada com degraus largos, que permitam o apoio adequado das patas. É preciso também familiarizar o cão com o uso do recurso disponível.

Interromper latidos incômodos
Alguns cães ficam extremamente excitados quando vêm alguém na piscina. Latem e correm sem parar, de um lado para outro. O controle desse comportamento é feito inicialmente com o cão na guia. A eficácia da repressão é bem maior quando o cão está parado. Mantenha-o próximo a você. No momento exato em que ele começar a latir, dê bronca até os latidos serem interrompidos.

Resumo
1. A natação é um ótimo exercício e uma diversão para os cães.
2. Algumas raças têm a predisposição para gostar de água aprimorada pela seleção genética.
3. Não jogue o cão na água, pois isso poderá traumatizá-lo.
4. Associe entrar na água com brinquedos e petiscos, para o cão se distrair e aprender a gostar de nadar.
5. Ensine o cão a sair da piscina para ele não correr perigo de morrer afogado.
6. Para o cão parar de latir quando houver alguém na piscina, dê bronca no exato momento em que ele emitir o primeiro latido. Inicialmente, mantenha o cão na guia.