quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Na piscina, sem traumas.


Muitos cães se divertem buscando objetos atirados na água. Nadar é uma ótima atividade. Fortalece a musculatura com a vantagem de não submeter as articulações a impactos com o solo, típicos de esportes como corrida e salto. Por isso, a natação é recomendada por veterinários para cães com má-formação nas articulações (a mais conhecida é a displasia coxo-femoral).

Disposição para nadar
Praticamente todo cão pode gostar de se exercitar na piscina. A espécie canina aceita com facilidade as atividades aquáticas. Tanto que nadar faz parte das funções principais de várias raças, como acontece com o Golden Retriever, o Labrador e o Cocker. Mas qualquer cão só vai gostar de natação se a prática for associada a algo prazeroso, desde o início - jamais a traumas.


Jogar o cão na piscina pode causar trauma e afogamento
Ser jogado numa piscina é a primeira experiência aquática pela qual passam muitos cães. Esse método raramente dá certo. Ao sentir-se repentinamente sem apoio sob os pés e com água dificultando a respiração, o cão, em geral, se desespera. Debate-se, tentando ficar à tona e sobreviver. O cansaço vem depressa e, com ele, o risco de afogamento. Resultado: o cão fica traumatizado. Nunca mais vai querer entrar numa piscina. E passará a resistir a qualquer nova tentativa de ser posto na água.

Associe algo agradável a estar na água
Pode-se começar a treinar o cão para a natação a partir de filhote, depois de ele estar completamente vacinado. É preciso que o cão manifeste vontade de entrar na água. Um bom estímulo é fazê-lo buscar um brinquedo ou petisco. Outra motivação é ele ver um cão conhecido nadando ou o dono chamá-lo de dentro da água.

Às vezes, quando está na água, o cão em vez de nadar em direção do objetivo, começa a bater as patas sem deslocar o corpo para frente – ele parece tentar sair da água, batendo as patas para cima. Nesse caso, é preciso mostrar a posição certa, antes que ele fique exausto e traumatizado. Segure-o firmemente, próximo à superfície, com o corpo para frente na posição horizontal e solte-o em direção à margem ou em direção ao objetivo que ele quer alcançar. Procure ir dando petiscos ao cão durante todo o processo.


Se houver dificuldades para treinar o cão na piscina, o treino inaugural pode ser feito num lago ou praia. A maioria dos cães entra com naturalidade na água rasa e vai em frente quando há algo interessante a alcançar. Nesse caso, a técnica é oferecer petiscos cada vez um pouco mais no fundo, para o cão não acabar desistindo.


É importante facilitar o sucesso da experiência inicial e reforçar o aspecto agradável. Afinal, você quer o cão motivado, sem frustrações nem medos. Por isso, depois de ele ter obtido êxito na primeira tarefa aquática, faça-o nadar mais um pouco, recompensando-o de vez em quando com um petisco. Fique pronto para acudi-lo imediatamente, caso seja necessário.Terminada a natação, seque bem as orelhas do cão: a umidade pode causar otite (se ele entrou no mar, lave-o antes com água doce, para evitar irritações e alergias).


O cão pode se afogar numa piscina se não conseguir sair dela. As piscinas, em geral, não oferecem recursos para os cães saírem delas por conta própria. Nesse caso, o cão só deve entrar na água se houver alguém para supervisioná-lo. Poucos cães aprendem a sair pela escadinha tradicional. O melhor é que haja uma rampa submersa ou uma escada com degraus largos, que permitam o apoio adequado das patas. É preciso também familiarizar o cão com o uso do recurso disponível.

Interromper latidos incômodos
Alguns cães ficam extremamente excitados quando vêm alguém na piscina. Latem e correm sem parar, de um lado para outro. O controle desse comportamento é feito inicialmente com o cão na guia. A eficácia da repressão é bem maior quando o cão está parado. Mantenha-o próximo a você. No momento exato em que ele começar a latir, dê bronca até os latidos serem interrompidos.

Resumo
1. A natação é um ótimo exercício e uma diversão para os cães.
2. Algumas raças têm a predisposição para gostar de água aprimorada pela seleção genética.
3. Não jogue o cão na água, pois isso poderá traumatizá-lo.
4. Associe entrar na água com brinquedos e petiscos, para o cão se distrair e aprender a gostar de nadar.
5. Ensine o cão a sair da piscina para ele não correr perigo de morrer afogado.
6. Para o cão parar de latir quando houver alguém na piscina, dê bronca no exato momento em que ele emitir o primeiro latido. Inicialmente, mantenha o cão na guia.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Petiscos e guloseimas: dar ou não dar?


É muito gostoso ver o nosso animal de estimação saborear um petisco com satisfação. Mas será que as guloseimas vão deixá-lo mal nutrido ou obeso? Neste artigo esclarecemos dúvidas sobre petiscos, mostramos como usá-los bem como explicamos quais são seus benefícios e malefícios.

Mais interação, educação, obediência
É surpreendente como a inclusão de recompensas na rotina diária do nosso animal de estimação pode melhorar o convívio com ele. Por exemplo, em vez de se perder um tempão tentando colocar a guia no cão agitado, ansioso por passear, podemos resolver o assunto em alguns segundos. Basta ter uma guloseima numa das mãos para recompensá-lo depois que a guia for posta.
Recurso poderoso, o petisco dado logo após o pet ter se comportado de acordo com o desejado, ajuda a ensinar pequenas rotinas, como vir quando chamado (dá-se o prêmio assim que o animal chegar) e a corrigir maus hábitos, como a excitação exagerada ao receber carinho (o petisco é dado assim que o pet ficar tranqüilo ao ser acariciado).
Em vez de simplesmente oferecer guloseimas ao pet para agradá-lo, faça-o conquistá-las, aproveitando para estimular o bom relacionamento com ele e para deixá-lo motivado. Dar o petisco depois de uma troca de carinhos ou de brincar um pouco com o animal aumenta a interação. Se for um cão ou gato, pode-se aproveitar para treinar e reforçar comandos de obediência. Por exemplo, diga "dá a pata", mostre onde quer que ele a coloque e dê o petisco quando você for obedecido. De maneira semelhente, praticam-se outros comandos como o "deita" e o "senta".

Menos tédio e compulsão
Uma possibilidade oferecida pelas guloseimas é a de proporcionar exercício ao cão ou gato, estimulando também o faro e a visão. Escondem-se alguns petiscos em diferentes lugares e o animal sai à procura. É uma simulação da caça, atividade que ocupava grande parte do dia dos ancestrais dos nossos pets, na qual todos os sentidos precisavam ser usados. Com o fim das caçadas, depois que os animais de estimação passaram a receber as refeições servidas por humanos, a falta do que fazer tornou-se uma grande causa de tédio e sedentarismo e das suas conseqüências, como a compulsão e a depressão. Proporcionar atividades ajuda a combater esses males, responsáveis por objetos destruídos dentro de casa, por salas desarrumadas e por buracos no jardim, entre outros problemas.

Petiscos à mão na hora certa
Para não perder oportunidades de recompensar o pet no momento certo, mantenha petiscos em pequenos recipientes, em locais estratégicos e fora do alcance dos animais e das crianças. Se o cão estiver sendo treinado a não pular nas visitas, por exemplo, ponha um desses recipientes perto da porta de entrada. Mas fique esperto. Não satisfaça a vontade do cão que late ou do gato que mia chamando a atenção para o recipiente, se você não quiser que sempre que seu amigo de quatro patas desejar um petisco repita aquele comportamento. Em casos assim, repreenda o animal.

De olho na obesidade
O petisco com formulação balanceada e fabricado especialemtne para o pet pode até substituir em parte a ração. Converse com o veterinário sobre isso. Se o animal estiver obeso, é importante rever a alimentação dele como um todo, inclusive o tipo de petisco dado e a quantidade. Para o consumo ser controlado com precisão, reabasteça os recipientes espalhados pela casa uma vez por semana e mantenha o estoque restante em outro local.

Resumo
1. Petiscos e guloseimas podem ajudar na educação do cão e proporcionar etímulos físicos e psicológicos, se utilizados corretamente.
2. Recompense o cão somente quando ele fizer algo que você queira.
3. Distribua pela casa os petiscos em recipientes colocados em locais estratégicos.
4. Crie dificuldades para o cão sentir que conquistou as recompensas.
5. Esconda alguns petiscos pela casa e estimule seu cão a encontrá-los.
6. Cuidado para não prejudicar a nutrição do animal. Petiscos devem ser balanceados e a quantidade oferecida precisa ser controlada.

domingo, 13 de setembro de 2009

Mitos e Verdades sobre adestramento.


Mesmo sendo bem difundido e relativamente fácil de ser encontrado, o serviço de adestramento não é usufruído por boa parcela da população que poderia se beneficiar com ele. Há também pessoas que, sem ter idéia correta sobre a função desse treino, contratam um adestrador com expectativas irreais e ficam frustradas com o resultado. Procuro esclarecer aqui alguns conceitos bastante difundidos, para melhor entendimento deste importante assunto.


Mitos
"O cão só obedece ao adestrador?"

Se fosse verdade que o cão só obedece a quem o treinou, como seria possível preparar cães guias de cego, já que os portadores de deficiência visual não têm como fazê-lo? É provável que o mito nasceu da frustração de donos cujos cães depois de adestrados apenas apresentam melhora de comportamento e obediência quando estão com o adestrador. Na verdade, essa diferença de atitudes acontece não exatamente por causa da pessoa do adestrador. Mas porque o cão, por ser inteligente, associa a validade de uma regra a um determinado contexto. Para ele agir do mesmo modo com seu dono e com o adestrador é preciso que ambos usem os comandos em contextos semelhantes. Sem o envolvimento com os métodos do adestrador, o dono do cão e seus familiares jamais obterão os mesmos resultados que o adestrador consegue.


"Não vou adestrá-lo pois não quero um robô!"

Essa frase superestima o poder do adestramento e subestima a inteligência canina. Engana-se quem acha que o cão aprende um determinado comando e passa a obedecê-lo como uma máquina. Ele nos obedece por estar interessado em alguma troca. Seja para ganhar algo que goste ou para evitar algo que não goste. Além da troca, existe a questão da hierarquia. Um cão dominante pode oferecer resistência e não obedecer a comandos de uma pessoa, mesmo que esteja interessado na troca, por se considerar em nível hierárquico superior ao dela.


"Cães só devem ser adestrados após os seis meses de idade"

Muitos acham que não podem adestrar o cão antes que ele atinja meio ano de vida. Esperam impacientemente que complete essa idade para procurarem um adestrador. Mas os cães aprendem o tempo todo, independentemente do que achamos. Por meio do adestramento ensinamos o que queremos e o que julgamos ser importante. Isso deve ser feito durante toda a vida do cão, com ou sem a supervisão de um profissional de adestramento.


"Meu cão é muito burro, não aprende nada!"

Cuidado com essa frase. Provavelmente ela diz mais a respeito da sua técnica de ensino do que sobre a inteligência do seu cão! Cães aprendem com bastante facilidade, mesmo os menos inteligentes. Executar comandos básicos é algo facílimo para eles. Portanto, se o seu cão não obedece, não deve ser por burrice. Questione a sua didática e o interesse que consegue despertar no seu aluno canino com o que você oferece a ele.


"Só cães de grande porte devem ser adestrados"

Cães de qualquer tamanho podem ser beneficiados pelo adestramento. Lembre-se: adestrar é educar. Cães pequenos também podem destruir objetos, atacar pessoas e não obedecer aos proprietários!



Verdades
"O cão só obedece por interesse"

É isso mesmo. E não deveríamos achar ruim o cão gostar de recompensas. Quem trabalha de graça? Mesmo quando não buscamos dinheiro, queremos nos sentir recompensados de alguma maneira. O mesmo princípio é válido com os cães. Para obtermos maior influência sobre o comportamento deles devemos sempre procurar identificar quais estão sendo as trocas, mesmo que elas não sejam óbvias.


"Até os cães mais velhos podem aprender"

Correto. Da mesma maneira que as pessoas mais idosas também aprendem. Alguns hábitos praticados durante toda a vida podem ser um pouco mais difíceis de modificar. Mas, na maioria das vezes, a capacidade do cão para se adaptar a novas regras é surpreendente. Não existe uma idade determinada para o cérebro bloquear novos aprendizados. Portanto, acredite no seu cão velhinho!


Depende...
"Cães não gostam de ser adestrados"

Isso está muito relacionado com a técnica que o adestrador utiliza. Algumas são embasadas em recompensas e reforços positivos; outras, em punições e reforços negativos. Cães treinados com reforços positivos e recompensas gostam muito mais das aulas dos que os treinados com punições. Mas os cães ensinados com reforços negativos também podem gostar delas. Ter contato social, sair para passear, ser estimulado é tão importante para eles que os reforços negativos e as punições ficam em segundo plano.

sábado, 12 de setembro de 2009

O que pode tornar o seu cão agressivo.


O seu cão, por mais bem tratado que seja, pode ficar agressivo. Conheça as possíveis causas disso e controle melhor a situação.

Muitas pessoas têm idéia errada sobre a agressividade canina. Acreditam que determinadas raças nunca se tornam agressivas. Ou que o cão tratado só com amor e carinho jamais morderá ou será agressivo.

Neste artigo explico como surge um comportamento agressivo, de quais tipos pode ser e por que se desenvolve. No próximo, veremos as maneiras mais eficientes de controlar esses comportamentos e evitá-los.

Raça e linhagem
Quando me pedem um comentário sobre ataques de cães, a primeira pergunta que ouço é sempre se a culpa é da raça ou da maneira como o cão foi criado. Na verdade, a resposta não é simples - um ataque pode ser determinado por vários fatores.

Para começar, não há raça canina sem indivíduos agressivos. Muitas pessoas se surpreendem quando se deparam com um Golden Retriever ou um Labrador agressivo. No imaginário delas, essas possibilidades não existem! Mas elas existem. E não são tão raras assim, como bem sabe quem trabalha com comportamento canino.

Isso não quer dizer que uma raça não seja, em média, mais agressiva ou dócil que outra. Por exemplo, Rottweilers são mais agressivos que Beagles, em média, mas há muitos Rottweilers mais dóceis do que muitos Beagles.

Outro fato são as diferentes linhagens de uma mesma raça, cujos exemplares podem ser mais mansos ou mais agressivos do que a média. Por isso, às vezes, ao querer prever o comportamento futuro do filhote, é mais importante conhecer o comportamento típico da sua linhagem do que da sua raça.

Influência da criação
O modo como lidamos com o cão influencia muito o comportamento dele. A boa educação pode controlar a tendência a uma agressividade maior e a má educação pode tornar perigoso um cão pouco agressivo. Mas é muito mais fácil e garantido educar para ser manso e confiável um cão que tem tendência a ser dócil.

Amor e carinho não bastam
Quando atendo consultas de comportamento, muitas vezes ouço gente desabafar que sempre fez tudo que o cão queria, sem nunca lhe faltar amor nem carinho, e que não entende por que agora ele ataca as pessoas da casa. Mas, para controlar a agressividade dos nossos cães e evitar acidentes, muitas vezes graves, devemos estar cientes de que a educação correta envolve muito mais do que amor e carinho.

De onde vem a agressividade?
Para a maioria das espécies, a agressividade é fundamental. Fazem, por meio dela, a defesa do território, de seus parceiros sexuais, dos filhotes, da comida e até da posição hierárquica. Na grande maioria dos bichos, o comportamento agressivo é inato, pelo menos em parte, e pode aflorar somente em algumas situações ou fases da vida. É o caso dos cães machos que, na puberdade, começam a brigar com outros cães machos. E dos filhotes que se tornam agressivos ao disputarem uma teta da mãe ou ao tentarem garantir que o sono não seja perturbado pelos irmãozinhos.

Vários tipos de agressividade
Podemos dividir o comportamento agressivo em classes, para melhor entendê-lo e controlá-lo. Independentemente dos critérios adotados, mais complexos ou mais simples, em geral as classificações se assemelham.

Agressividade territorial
Normalmente, um cão fica mais agressivo no território dele, para defendê-lo. Muitos cães aceitam um outro cão quando estão em espaço neutro, mas passam a atacá-lo se ele entrar no território deles ou ameaçar entrar.

Agressividade possessiva
Manifesta-se quando alguém se aproxima de um objeto, de um animal ou de uma pessoa de quem o cão tem “ciúmes”. Ocorre, por exemplo, quando ele está com algo que considera valioso, como um osso com pedaços de carne. Acontece também quando uma visita abraça ou cumprimenta o dono do cão.

Agressividade por medo ou dor
Às vezes, para se defender, o cão acuado pode atacar o agressor. Ou, ameaçá-lo mostrando os dentes e rosnando, para evitar que chegue perto demais. Um cão com dor, por medo de que um outro bicho ou uma pessoa se aproveite dessa vulnerabilidade, tende a ser agressivo. Esse é o principal motivo que leva cães atropelados a atacar a pessoa que tenta socorrê-los.

Agressividade por dominância
Serve para mostrar quem manda. Costuma acontecer quando é questionada ou contrariada a dominância de um cão que se considera líder do grupo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Como conduzir o cão sem ser levado por ele.


O cão que puxa a guia torna o passeio menos agradável e fica mais desobediente e agressivo. Vou dar algumas dicas de como agir para assumir o comando efetivo durante as caminhadas.

Não importa qual seja o motivo de o cão puxar a guia, esse comportamento não deve ser permitido. Quem precisa estar no comando é o condutor. Ao cão cabe andar ao lado da pessoa, mantendo a guia sempre frouxa.


Tranco

Quando o cão puxar a guia, bastará dar um pequeno tranco para ele se aproximar, afrouxando-a. Mesmo porque, se ele continuar puxando, em vez de se submeter, se sentirá enforcado.
Nos treinos, leve petiscos e recompense esporadicamente o cão em momentos nos quais ele estiver acompanhando você corretamente, ou seja, com a guia bem frouxa. De vez em quando, nesses momentos, você pode interromper a caminhada e proporcionar uma interação agradável, falando o nome dele com alegria e acariciando-o.
Não estique desnecessariamente a guia quando vocês estiverem parados, nem enquanto caminharem. Enforcar o cão sem motivo pode causar uma associação indesejada de passeio com sensação incômoda.


Liderança e ansiedade

É normal o cão dominante procurar impor um ritmo e uma direção às caminhadas. Mas, se isso for permitido, ele se sentirá confirmado na posição de líder e deixará de obedecer. E, se for forçado a fazer algo, poderá reagir com agressividade.
Outra motivação para o cão tentar tracionar o condutor é a ansiedade para chegar logo à rua. Ou, estando lá, querer aproximar-se de uma árvore ou de um poste para cheirar, por exemplo. Se o condutor acelerar o passo ou redirecionar o trajeto quando a guia é puxada, o cão aprende que vale a pena a tração - exatamente o oposto do que queremos!
O estado de agitação que toma conta de alguns cães quando saem para passear (se estivessem soltos, correriam de um lado para outro ou andariam bem depressa) é mais uma causa de puxões na guia. Nesse caso, como o cão ansioso fica menos sensível a trancos, será preciso ser mais rígido, de início, para mantê-lo sob controle.


Treino

Desde o momento em que colocamos a guia no cão, devemos conter a ansiedade dele, sem jamais permitir puxões. Inicialmente, treina-se o cão a mudar de direção junto com o condutor. Uma boa técnica é fazer percursos em ziguezague. A percepção do cão da importância de prestar atenção nos movimentos do condutor, para acompanhá-lo, aumenta à medida que ele percebe que ao puxar a guia, leva um tranco. Para favorecer a concentração nos treinos, escolha um lugar não tão excitante, como uma garagem de prédio.
Quando o cão conseguir acompanhar você sem precisar de trancos, premie-o com petisco. Com poucos treinos ele estará apto a andar direitinho ao seu lado. Só aí o leve para a rua ou para outro local mais estimulante.


Se for briguento?

O cão deixa de perceber trancos de guia quando late excitado. Quem tem cão briguento deve interromper desde o início as manifestações de agressividade com uma punição que não o machuque. Um recurso é espirrar um jato de substância amarga não tóxica na boca dele (como os importados bitter aple ou bitter lime ). Outro método é assustar o cão sacudindo uma lata cheia de moedas ou estalando uma biribinha. Nos casos mais difíceis, pode-se lançar um jato de gás carbônico (CO 2) usando um extintor de incêndio. Encontrada a punição ideal, o comportamento indesejado deixará de ser repetido depois de algumas ocorrências.


Resumo.


  • Ande em ziguezague, fazendo com que o cão tome um tranco na coleira se não segui-lo..

  • Seja mais rígido no início do passeio, pois o cão estará mais ansioso e, portanto, menos sensível aos trancos..

  • Procure controlar o cão fazendo exercícios em lugar não tão excitante para ele. Só quando ele se comportar muito bem, comece a ir para outro local..

  • Recompense-o com brincadeiras e petiscos sempre que ele estiver andando com a guia completamente frouxa..

  • Ao fazer paradas durante a caminhada, mantenha a guia frouxa. Se o cão puxar, dê um tranquinho.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

CUIDADO! Esses alimentos podem matar seu cachorro.‏


Bebidas Alcoólicas
Muitas vezes são adocicadas e podem atrair cães e gatos, mas podem induzir uma intoxicação séria e às vezes fatal.
Sinais e efeitos colaterais: Descordenação, Excitação, Depressão, Urinar excessivamente, Respiração lenta, Ataque cardíaco e morte.


Abacate
Folhas, semente e a fruta do abacate contem uma substância tóxica chamada persina. Pode causar desarranjo gastro-intestinal.


Café (todas as formas)
Café contem componentes perigosos chamados xantinas que podem causar danos ao sistema nervoso e sistema urinário além de ser um estimulante cardíaco.


Cascas de batatas
Batatas e tomates contem uma substância chamada solanina e outro alcalóides. Se ingeridos em grande quantidade, podem gerar salivação excessiva, desarranjo do trato gastrointestinal, perda de apetite, depressão do sistema nervoso central e outors sintomas. Evite.


Cebola
Cebolas contme tiosulfato. Cachorros sensíveis a cebola podem desenvolver anemia. Felizmente todos os cachorros se recuperam quando não ingerem mais cebola.


Chocolate (todas as formas)
Chocolate contem teobromina, um composto diurético e estimulante do coração.
Sinais: Excitação inicial, beber e urinar excessivamente, vômito e diarréia. Chocolate pode causar ritmo cardíaco acelerado, podendo levar a convulsões ou mesmo morte.

Comidas estragadas ou mofadas
Muitos tipos de mofo contem uma toxina chamada aflatoxina. Pode causar vômito/diarréia, tremores musculares, descordenação, febre, salivação excessiva e danos ao fígado.

Comidas gordurosas
O problema principal destes alimentos é um desarranjo gastrointestinal e, em alguns casos pode culminar em uma pancreatite. Pode ser fatal em alguns animais e é quase sempre causado por comidas muito gordurosas como bacon.

Noz macadâmia
A macadâmia contem uma toxina desconhecida que pode afetar os músculos, o sistema digestivo e o sistema nervoso de cachorros. Já foram registrados casos de paralisia.

Uvas e uvas passas
Existem casos registrados de apenas 6 (seis) uvas ou passas causando insuficiência renal aguda. A toxina não foi identificada ainda.

No caso de intoxicação sempre leve ao veterinário mais próximo. Não deixe medicamentos ao alcance de animais.





domingo, 30 de agosto de 2009

Como apresentar o mundo para o filhote


Neste artigo, dou dicas de como sociabilizar o filhote com pessoas, animais e objetos. Ensino também truques para ajudar na tarefa

No artigo anterior, expliquei sobre a enorme importância de sociabilizar muito bem o filhote até os 3 meses de vida e sobre como é fundamental ter cuidado com a saúde dele, por não estar ainda completamente imunizado.


Pessoas

Faz parte da socialização proporcionar momentos agradáveis ao filhote, na presença de dezenas de pessoas diferentes. Os cães dividem as pessoas em diferentes tipos, com grande facilidade. Enquanto com algumas eles podem ser confiáveis e dóceis, com outras se tornam agressivos e medrosos. Para evitar isso, devemos apresentá-los a pessoas de todos os tipos.
É preciso fazer a sociabilização de modo que abranja o máximo de etnias (principalmente pessoas brancas e negras), idades (bebê, crianças, adultos, idosos), sexos (homem e mulher), comportamentos (pessoas que falam alto, que se movimentam de maneira não usual, etc.) e presença ou ausência de cabelo e barba.
Mesmo quando há criança em casa, o filhote precisa conhecer outras crianças, para se acostumar com a diversidade.
Não existe uma quantidade exata de pessoas que convém apresentar ao cão até os 3 meses de idade, mas diversos especialistas têm recomendado cerca de 100 pessoas. Algumas delas o cão deve conhecer um pouco mais profundamente, interagindo por meio de brincadeiras e agrados. Uma boa maneira de fazer o filhote gostar de conhecer novas pessoas e, ao mesmo tempo, criar uma pequena interação com elas é pedir aos “estranhos” que dêem um petisco para ele.
Tome muito cuidado com reações que podem assustar o filhote. Principalmente por parte de pessoas estranhas ao cão. Se elas causarem situações assustadoras, podem fazer o filhote generalizar a experiência negativa e passar a ter medo de pessoas desconhecidas ou com alguma característica da pessoa que o assustou. Quanto mais sensível for o cão, mais cuidado devemos ter. Para alguns filhotes, uma aproximação brusca já é assustadora demais.


Animais

No caso de contato com outros animais, é importante manter o controle até que a situação se torne segura para o filhote e para o outro bicho, que pode ser, inclusive, um outro filhote.
Alguns filhotes se assustam demais quando um cão vem rapidamente na direção deles, mesmo que a intenção seja de brincar. A melhor maneira de evitar isso é controlar o outro cão, principalmente se for agitado ou grande, até que o filhote se aproxime dele e o investigue e, assim, perca o medo. Somente deixe os dois interagirem livremente quando perceber que nenhum deles poderá tomar um grande susto ou se sentir extremamente incomodado pela presença do outro.
Às vezes é o filhote que se aproxima rapidamente de outro animal e o assusta ou provoca uma reação agressiva. Se, ao correr na direção de um papagaio, por exemplo, o filhote o fizer sair voando, poderá tanto se assustar quanto se sentir estimulado a caçá-lo. Se a corrida for em direção a um gato, para piorar, o filhote pode levar uma patada o ficar assustado e até machucado.
Portanto, para que a sociabilização comece da maneira adequada, devemos deixar claro para o filhote que, ao se aproximar de outros animais, o faça de maneira calma e gradativa, sem assustá-los. O filhote também precisa aprender que não pode tentar caçar o outro bicho. Caso tente, deve ser imediatamente reprimido. Para obter controle mais fácil do filhote, nesses momentos ele deverá estar de coleira e na guia. Assim, se ele começar a ir rapidamente na direção do outro bicho, você poderá travar a guia e repreendê-lo.


Objetos

Os filhotes devem ser encorajados a brincar, comer e receber carinho ao lado de objetos novos e diferentes. Sempre que possível, devemos ir aproximando o filhote do objeto e não o contrário. Assim evita-se levar o objeto rapidamente demais na direção do filhote, o que poderia traumatizá-lo.
Objetos em movimento também podem ser assustadores para o filhote. Acostume-o, portanto, a carros, motos, caminhões, carrinhos de bebê, bengala, vassoura, etc. Comece com o filhote a uma distância em que se sinta completamente seguro. Brinque com ele, alimente-o e faça carinho, aproximando-o aos poucos do objeto, que deverá estar em movimento. Somente diminua a distância ao perceber que o filhote se sente completamente tranqüilo. Não o force a se aproximar demais do objeto em movimento, para ele não começar a perder a confiança em você

sábado, 29 de agosto de 2009

Filhotes precisam ser sociabilizados


Saiba o que deve ser feito para sociabilizar filhotes, procedimento dos mais importantes para garantir a boa saúde mental do cão
Só há uma chance para fazer a sociabilização do filhote e ela acontece apenas durante um período curtíssimo. Para piorar, ocorre quando muitos proprietários ainda estão aprendendo a lidar com o cão.
Para que serve
O objetivo da sociabilização é garantir que o cão tenha boa interação e bom equilíbrio emocional diante de diversos estímulos que ele poderá encontrar no decorrer da vida.
Quando não é sociabilizado adequadamente, o cão pode ficar medroso ou agressivo diante de objetos, como aspiradores de pó, de lugares, como avenidas movimentadas, e de sons, como estampidos de fogos de artifício.Um cão mal sociabilizado pode, inclusive, atacar crianças, por medo ou por confundi-las com presas.
É durante o período de sociabilização que o filhote aprende a reprimir o instinto de caçar determinados animais e até crianças! Um cão que aprendeu a não caçar os gatos ou papagaios de uma casa conseguirá aprender com muito mais facilidade a não caçar os gatos ou passarinhos de outra casa.
Influi, mas não garante
A sociabilização provoca mudanças profundas na maneira como o cérebro processa diversas informações, facilitando diferentes tipos de aprendizado e reações muito mais naturais aos estímulos novos e desconhecidos. Uma boa sociabilização não é garantia de que o cão não ficará medroso ou agressivo, mas influenciará muito para evitar que isso ocorra.
Alguns cães possuem um temperamento tão corajoso e destemido que, mesmo não sendo sociabilizados da maneira adequada, se tornam saudáveis psicologicamente. Vi isso acontecer com diversos Labradores, por exemplo. O problema de correr o risco de não sociabilizar é que somente teremos certeza da saúde mental do cão depois que o período de sociabilização terminou.
Apenas um mês para agir
Normalmente os filhotes são entregues aos futuros proprietários com cerca de 2 meses de idade. Como o período mais importante da sociabilização termina aos 3 meses, sobra apenas um mês, portanto, para o dono colocar em prática todo o procedimento descrito aqui. Esse é o mês que mais influenciará o cão pelo resto da vida. Depois disso, é ainda possível sociabilizar, mas o resultado costuma ser bastante inferior e menos duradouro.
Para sociabilizar, devemos colocar o filhote em contato com uma variedade enorme de estímulos, de animais a barulhos, sempre tomando cuidado para que essas experiências sejam agradáveis e seguras.
Doenças contagiosas
Infelizmente, o período de sociabilização termina antes de o filhote estar totalmente imunizado. Por isso, não podemos esperar o término das vacinas para começar a sociabilizar. Ao mesmo tempo, devemos estar cientes dos riscos envolvidos e tomar o máximo de cuidado para que o filhote não desenvolva doença. A boa notícia é que grande parte da sociabilização pode ser feita com baixo risco para a saúde física do filhote.
No Brasil, é dada pouca atenção à importância da sociabilização. Está certo que, infelizmente, muitas regiões do País ainda sofrem alta incidência de doenças contagiosas, o que pode colaborar para os criadores e veterinários cuidarem muito da saúde física do filhote, comprometendo a saúde psicológica dele por falta de sociabilização.
Processo gradual
Sempre devemos apresentar os estímulos novos de maneira gradual, observando o comportamento do filhote. O correto é que ele não demonstre medo. No máximo, pode ter um pouco de receio. Normalmente, enquanto o filhote aceita brincadeiras e petiscos sem estar com a cauda recolhida entre as patas traseiras, tudo corre bem. Uma vantagem de testar o filhote com brincadeiras e petiscos é que essas atividades por si só relaxam, além de serem prazerosas.
Cinco categorias, dicas variadas
Podemos dividir os estímulos que um filhote precisa receber em cinco categorias: pessoas, animais, objetos, ambientes e ruídos. Em cada categoria há dicas importantes a seguir para evitar traumas e riscos de contaminação com doenças contagiosas.
No próximo artigo abordarei essas dicas e demais procedimentos para pôr o filhote em contato com cada uma das categorias de estímulo.