sábado, 12 de setembro de 2009

O que pode tornar o seu cão agressivo.


O seu cão, por mais bem tratado que seja, pode ficar agressivo. Conheça as possíveis causas disso e controle melhor a situação.

Muitas pessoas têm idéia errada sobre a agressividade canina. Acreditam que determinadas raças nunca se tornam agressivas. Ou que o cão tratado só com amor e carinho jamais morderá ou será agressivo.

Neste artigo explico como surge um comportamento agressivo, de quais tipos pode ser e por que se desenvolve. No próximo, veremos as maneiras mais eficientes de controlar esses comportamentos e evitá-los.

Raça e linhagem
Quando me pedem um comentário sobre ataques de cães, a primeira pergunta que ouço é sempre se a culpa é da raça ou da maneira como o cão foi criado. Na verdade, a resposta não é simples - um ataque pode ser determinado por vários fatores.

Para começar, não há raça canina sem indivíduos agressivos. Muitas pessoas se surpreendem quando se deparam com um Golden Retriever ou um Labrador agressivo. No imaginário delas, essas possibilidades não existem! Mas elas existem. E não são tão raras assim, como bem sabe quem trabalha com comportamento canino.

Isso não quer dizer que uma raça não seja, em média, mais agressiva ou dócil que outra. Por exemplo, Rottweilers são mais agressivos que Beagles, em média, mas há muitos Rottweilers mais dóceis do que muitos Beagles.

Outro fato são as diferentes linhagens de uma mesma raça, cujos exemplares podem ser mais mansos ou mais agressivos do que a média. Por isso, às vezes, ao querer prever o comportamento futuro do filhote, é mais importante conhecer o comportamento típico da sua linhagem do que da sua raça.

Influência da criação
O modo como lidamos com o cão influencia muito o comportamento dele. A boa educação pode controlar a tendência a uma agressividade maior e a má educação pode tornar perigoso um cão pouco agressivo. Mas é muito mais fácil e garantido educar para ser manso e confiável um cão que tem tendência a ser dócil.

Amor e carinho não bastam
Quando atendo consultas de comportamento, muitas vezes ouço gente desabafar que sempre fez tudo que o cão queria, sem nunca lhe faltar amor nem carinho, e que não entende por que agora ele ataca as pessoas da casa. Mas, para controlar a agressividade dos nossos cães e evitar acidentes, muitas vezes graves, devemos estar cientes de que a educação correta envolve muito mais do que amor e carinho.

De onde vem a agressividade?
Para a maioria das espécies, a agressividade é fundamental. Fazem, por meio dela, a defesa do território, de seus parceiros sexuais, dos filhotes, da comida e até da posição hierárquica. Na grande maioria dos bichos, o comportamento agressivo é inato, pelo menos em parte, e pode aflorar somente em algumas situações ou fases da vida. É o caso dos cães machos que, na puberdade, começam a brigar com outros cães machos. E dos filhotes que se tornam agressivos ao disputarem uma teta da mãe ou ao tentarem garantir que o sono não seja perturbado pelos irmãozinhos.

Vários tipos de agressividade
Podemos dividir o comportamento agressivo em classes, para melhor entendê-lo e controlá-lo. Independentemente dos critérios adotados, mais complexos ou mais simples, em geral as classificações se assemelham.

Agressividade territorial
Normalmente, um cão fica mais agressivo no território dele, para defendê-lo. Muitos cães aceitam um outro cão quando estão em espaço neutro, mas passam a atacá-lo se ele entrar no território deles ou ameaçar entrar.

Agressividade possessiva
Manifesta-se quando alguém se aproxima de um objeto, de um animal ou de uma pessoa de quem o cão tem “ciúmes”. Ocorre, por exemplo, quando ele está com algo que considera valioso, como um osso com pedaços de carne. Acontece também quando uma visita abraça ou cumprimenta o dono do cão.

Agressividade por medo ou dor
Às vezes, para se defender, o cão acuado pode atacar o agressor. Ou, ameaçá-lo mostrando os dentes e rosnando, para evitar que chegue perto demais. Um cão com dor, por medo de que um outro bicho ou uma pessoa se aproveite dessa vulnerabilidade, tende a ser agressivo. Esse é o principal motivo que leva cães atropelados a atacar a pessoa que tenta socorrê-los.

Agressividade por dominância
Serve para mostrar quem manda. Costuma acontecer quando é questionada ou contrariada a dominância de um cão que se considera líder do grupo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Como conduzir o cão sem ser levado por ele.


O cão que puxa a guia torna o passeio menos agradável e fica mais desobediente e agressivo. Vou dar algumas dicas de como agir para assumir o comando efetivo durante as caminhadas.

Não importa qual seja o motivo de o cão puxar a guia, esse comportamento não deve ser permitido. Quem precisa estar no comando é o condutor. Ao cão cabe andar ao lado da pessoa, mantendo a guia sempre frouxa.


Tranco

Quando o cão puxar a guia, bastará dar um pequeno tranco para ele se aproximar, afrouxando-a. Mesmo porque, se ele continuar puxando, em vez de se submeter, se sentirá enforcado.
Nos treinos, leve petiscos e recompense esporadicamente o cão em momentos nos quais ele estiver acompanhando você corretamente, ou seja, com a guia bem frouxa. De vez em quando, nesses momentos, você pode interromper a caminhada e proporcionar uma interação agradável, falando o nome dele com alegria e acariciando-o.
Não estique desnecessariamente a guia quando vocês estiverem parados, nem enquanto caminharem. Enforcar o cão sem motivo pode causar uma associação indesejada de passeio com sensação incômoda.


Liderança e ansiedade

É normal o cão dominante procurar impor um ritmo e uma direção às caminhadas. Mas, se isso for permitido, ele se sentirá confirmado na posição de líder e deixará de obedecer. E, se for forçado a fazer algo, poderá reagir com agressividade.
Outra motivação para o cão tentar tracionar o condutor é a ansiedade para chegar logo à rua. Ou, estando lá, querer aproximar-se de uma árvore ou de um poste para cheirar, por exemplo. Se o condutor acelerar o passo ou redirecionar o trajeto quando a guia é puxada, o cão aprende que vale a pena a tração - exatamente o oposto do que queremos!
O estado de agitação que toma conta de alguns cães quando saem para passear (se estivessem soltos, correriam de um lado para outro ou andariam bem depressa) é mais uma causa de puxões na guia. Nesse caso, como o cão ansioso fica menos sensível a trancos, será preciso ser mais rígido, de início, para mantê-lo sob controle.


Treino

Desde o momento em que colocamos a guia no cão, devemos conter a ansiedade dele, sem jamais permitir puxões. Inicialmente, treina-se o cão a mudar de direção junto com o condutor. Uma boa técnica é fazer percursos em ziguezague. A percepção do cão da importância de prestar atenção nos movimentos do condutor, para acompanhá-lo, aumenta à medida que ele percebe que ao puxar a guia, leva um tranco. Para favorecer a concentração nos treinos, escolha um lugar não tão excitante, como uma garagem de prédio.
Quando o cão conseguir acompanhar você sem precisar de trancos, premie-o com petisco. Com poucos treinos ele estará apto a andar direitinho ao seu lado. Só aí o leve para a rua ou para outro local mais estimulante.


Se for briguento?

O cão deixa de perceber trancos de guia quando late excitado. Quem tem cão briguento deve interromper desde o início as manifestações de agressividade com uma punição que não o machuque. Um recurso é espirrar um jato de substância amarga não tóxica na boca dele (como os importados bitter aple ou bitter lime ). Outro método é assustar o cão sacudindo uma lata cheia de moedas ou estalando uma biribinha. Nos casos mais difíceis, pode-se lançar um jato de gás carbônico (CO 2) usando um extintor de incêndio. Encontrada a punição ideal, o comportamento indesejado deixará de ser repetido depois de algumas ocorrências.


Resumo.


  • Ande em ziguezague, fazendo com que o cão tome um tranco na coleira se não segui-lo..

  • Seja mais rígido no início do passeio, pois o cão estará mais ansioso e, portanto, menos sensível aos trancos..

  • Procure controlar o cão fazendo exercícios em lugar não tão excitante para ele. Só quando ele se comportar muito bem, comece a ir para outro local..

  • Recompense-o com brincadeiras e petiscos sempre que ele estiver andando com a guia completamente frouxa..

  • Ao fazer paradas durante a caminhada, mantenha a guia frouxa. Se o cão puxar, dê um tranquinho.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

CUIDADO! Esses alimentos podem matar seu cachorro.‏


Bebidas Alcoólicas
Muitas vezes são adocicadas e podem atrair cães e gatos, mas podem induzir uma intoxicação séria e às vezes fatal.
Sinais e efeitos colaterais: Descordenação, Excitação, Depressão, Urinar excessivamente, Respiração lenta, Ataque cardíaco e morte.


Abacate
Folhas, semente e a fruta do abacate contem uma substância tóxica chamada persina. Pode causar desarranjo gastro-intestinal.


Café (todas as formas)
Café contem componentes perigosos chamados xantinas que podem causar danos ao sistema nervoso e sistema urinário além de ser um estimulante cardíaco.


Cascas de batatas
Batatas e tomates contem uma substância chamada solanina e outro alcalóides. Se ingeridos em grande quantidade, podem gerar salivação excessiva, desarranjo do trato gastrointestinal, perda de apetite, depressão do sistema nervoso central e outors sintomas. Evite.


Cebola
Cebolas contme tiosulfato. Cachorros sensíveis a cebola podem desenvolver anemia. Felizmente todos os cachorros se recuperam quando não ingerem mais cebola.


Chocolate (todas as formas)
Chocolate contem teobromina, um composto diurético e estimulante do coração.
Sinais: Excitação inicial, beber e urinar excessivamente, vômito e diarréia. Chocolate pode causar ritmo cardíaco acelerado, podendo levar a convulsões ou mesmo morte.

Comidas estragadas ou mofadas
Muitos tipos de mofo contem uma toxina chamada aflatoxina. Pode causar vômito/diarréia, tremores musculares, descordenação, febre, salivação excessiva e danos ao fígado.

Comidas gordurosas
O problema principal destes alimentos é um desarranjo gastrointestinal e, em alguns casos pode culminar em uma pancreatite. Pode ser fatal em alguns animais e é quase sempre causado por comidas muito gordurosas como bacon.

Noz macadâmia
A macadâmia contem uma toxina desconhecida que pode afetar os músculos, o sistema digestivo e o sistema nervoso de cachorros. Já foram registrados casos de paralisia.

Uvas e uvas passas
Existem casos registrados de apenas 6 (seis) uvas ou passas causando insuficiência renal aguda. A toxina não foi identificada ainda.

No caso de intoxicação sempre leve ao veterinário mais próximo. Não deixe medicamentos ao alcance de animais.





domingo, 30 de agosto de 2009

Como apresentar o mundo para o filhote


Neste artigo, dou dicas de como sociabilizar o filhote com pessoas, animais e objetos. Ensino também truques para ajudar na tarefa

No artigo anterior, expliquei sobre a enorme importância de sociabilizar muito bem o filhote até os 3 meses de vida e sobre como é fundamental ter cuidado com a saúde dele, por não estar ainda completamente imunizado.


Pessoas

Faz parte da socialização proporcionar momentos agradáveis ao filhote, na presença de dezenas de pessoas diferentes. Os cães dividem as pessoas em diferentes tipos, com grande facilidade. Enquanto com algumas eles podem ser confiáveis e dóceis, com outras se tornam agressivos e medrosos. Para evitar isso, devemos apresentá-los a pessoas de todos os tipos.
É preciso fazer a sociabilização de modo que abranja o máximo de etnias (principalmente pessoas brancas e negras), idades (bebê, crianças, adultos, idosos), sexos (homem e mulher), comportamentos (pessoas que falam alto, que se movimentam de maneira não usual, etc.) e presença ou ausência de cabelo e barba.
Mesmo quando há criança em casa, o filhote precisa conhecer outras crianças, para se acostumar com a diversidade.
Não existe uma quantidade exata de pessoas que convém apresentar ao cão até os 3 meses de idade, mas diversos especialistas têm recomendado cerca de 100 pessoas. Algumas delas o cão deve conhecer um pouco mais profundamente, interagindo por meio de brincadeiras e agrados. Uma boa maneira de fazer o filhote gostar de conhecer novas pessoas e, ao mesmo tempo, criar uma pequena interação com elas é pedir aos “estranhos” que dêem um petisco para ele.
Tome muito cuidado com reações que podem assustar o filhote. Principalmente por parte de pessoas estranhas ao cão. Se elas causarem situações assustadoras, podem fazer o filhote generalizar a experiência negativa e passar a ter medo de pessoas desconhecidas ou com alguma característica da pessoa que o assustou. Quanto mais sensível for o cão, mais cuidado devemos ter. Para alguns filhotes, uma aproximação brusca já é assustadora demais.


Animais

No caso de contato com outros animais, é importante manter o controle até que a situação se torne segura para o filhote e para o outro bicho, que pode ser, inclusive, um outro filhote.
Alguns filhotes se assustam demais quando um cão vem rapidamente na direção deles, mesmo que a intenção seja de brincar. A melhor maneira de evitar isso é controlar o outro cão, principalmente se for agitado ou grande, até que o filhote se aproxime dele e o investigue e, assim, perca o medo. Somente deixe os dois interagirem livremente quando perceber que nenhum deles poderá tomar um grande susto ou se sentir extremamente incomodado pela presença do outro.
Às vezes é o filhote que se aproxima rapidamente de outro animal e o assusta ou provoca uma reação agressiva. Se, ao correr na direção de um papagaio, por exemplo, o filhote o fizer sair voando, poderá tanto se assustar quanto se sentir estimulado a caçá-lo. Se a corrida for em direção a um gato, para piorar, o filhote pode levar uma patada o ficar assustado e até machucado.
Portanto, para que a sociabilização comece da maneira adequada, devemos deixar claro para o filhote que, ao se aproximar de outros animais, o faça de maneira calma e gradativa, sem assustá-los. O filhote também precisa aprender que não pode tentar caçar o outro bicho. Caso tente, deve ser imediatamente reprimido. Para obter controle mais fácil do filhote, nesses momentos ele deverá estar de coleira e na guia. Assim, se ele começar a ir rapidamente na direção do outro bicho, você poderá travar a guia e repreendê-lo.


Objetos

Os filhotes devem ser encorajados a brincar, comer e receber carinho ao lado de objetos novos e diferentes. Sempre que possível, devemos ir aproximando o filhote do objeto e não o contrário. Assim evita-se levar o objeto rapidamente demais na direção do filhote, o que poderia traumatizá-lo.
Objetos em movimento também podem ser assustadores para o filhote. Acostume-o, portanto, a carros, motos, caminhões, carrinhos de bebê, bengala, vassoura, etc. Comece com o filhote a uma distância em que se sinta completamente seguro. Brinque com ele, alimente-o e faça carinho, aproximando-o aos poucos do objeto, que deverá estar em movimento. Somente diminua a distância ao perceber que o filhote se sente completamente tranqüilo. Não o force a se aproximar demais do objeto em movimento, para ele não começar a perder a confiança em você

sábado, 29 de agosto de 2009

Filhotes precisam ser sociabilizados


Saiba o que deve ser feito para sociabilizar filhotes, procedimento dos mais importantes para garantir a boa saúde mental do cão
Só há uma chance para fazer a sociabilização do filhote e ela acontece apenas durante um período curtíssimo. Para piorar, ocorre quando muitos proprietários ainda estão aprendendo a lidar com o cão.
Para que serve
O objetivo da sociabilização é garantir que o cão tenha boa interação e bom equilíbrio emocional diante de diversos estímulos que ele poderá encontrar no decorrer da vida.
Quando não é sociabilizado adequadamente, o cão pode ficar medroso ou agressivo diante de objetos, como aspiradores de pó, de lugares, como avenidas movimentadas, e de sons, como estampidos de fogos de artifício.Um cão mal sociabilizado pode, inclusive, atacar crianças, por medo ou por confundi-las com presas.
É durante o período de sociabilização que o filhote aprende a reprimir o instinto de caçar determinados animais e até crianças! Um cão que aprendeu a não caçar os gatos ou papagaios de uma casa conseguirá aprender com muito mais facilidade a não caçar os gatos ou passarinhos de outra casa.
Influi, mas não garante
A sociabilização provoca mudanças profundas na maneira como o cérebro processa diversas informações, facilitando diferentes tipos de aprendizado e reações muito mais naturais aos estímulos novos e desconhecidos. Uma boa sociabilização não é garantia de que o cão não ficará medroso ou agressivo, mas influenciará muito para evitar que isso ocorra.
Alguns cães possuem um temperamento tão corajoso e destemido que, mesmo não sendo sociabilizados da maneira adequada, se tornam saudáveis psicologicamente. Vi isso acontecer com diversos Labradores, por exemplo. O problema de correr o risco de não sociabilizar é que somente teremos certeza da saúde mental do cão depois que o período de sociabilização terminou.
Apenas um mês para agir
Normalmente os filhotes são entregues aos futuros proprietários com cerca de 2 meses de idade. Como o período mais importante da sociabilização termina aos 3 meses, sobra apenas um mês, portanto, para o dono colocar em prática todo o procedimento descrito aqui. Esse é o mês que mais influenciará o cão pelo resto da vida. Depois disso, é ainda possível sociabilizar, mas o resultado costuma ser bastante inferior e menos duradouro.
Para sociabilizar, devemos colocar o filhote em contato com uma variedade enorme de estímulos, de animais a barulhos, sempre tomando cuidado para que essas experiências sejam agradáveis e seguras.
Doenças contagiosas
Infelizmente, o período de sociabilização termina antes de o filhote estar totalmente imunizado. Por isso, não podemos esperar o término das vacinas para começar a sociabilizar. Ao mesmo tempo, devemos estar cientes dos riscos envolvidos e tomar o máximo de cuidado para que o filhote não desenvolva doença. A boa notícia é que grande parte da sociabilização pode ser feita com baixo risco para a saúde física do filhote.
No Brasil, é dada pouca atenção à importância da sociabilização. Está certo que, infelizmente, muitas regiões do País ainda sofrem alta incidência de doenças contagiosas, o que pode colaborar para os criadores e veterinários cuidarem muito da saúde física do filhote, comprometendo a saúde psicológica dele por falta de sociabilização.
Processo gradual
Sempre devemos apresentar os estímulos novos de maneira gradual, observando o comportamento do filhote. O correto é que ele não demonstre medo. No máximo, pode ter um pouco de receio. Normalmente, enquanto o filhote aceita brincadeiras e petiscos sem estar com a cauda recolhida entre as patas traseiras, tudo corre bem. Uma vantagem de testar o filhote com brincadeiras e petiscos é que essas atividades por si só relaxam, além de serem prazerosas.
Cinco categorias, dicas variadas
Podemos dividir os estímulos que um filhote precisa receber em cinco categorias: pessoas, animais, objetos, ambientes e ruídos. Em cada categoria há dicas importantes a seguir para evitar traumas e riscos de contaminação com doenças contagiosas.
No próximo artigo abordarei essas dicas e demais procedimentos para pôr o filhote em contato com cada uma das categorias de estímulo.




quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Adestramento Inteligente


O que é?
Adestramento Inteligente é baseado no reforço positivo, que permite que cães, gatos e outros animais aprendam por estímulos positivos e recompensas, valorizando as atitudes corretas e não as erradas. O animal assimila o aprendizado mais rápido, demonstra mais interesse em aprender e o proprietário se diverte ensinando. Com o objetivo de melhorar a relação entre o dono e seu bicho de estimação, o Adestramento Inteligente é uma filosofia que respeita o animal e o ser humano.


As vantagens para o cão
Com o Adestramento Inteligente, o animal assimila o aprendizado mais rápido. Além disso, ele tem prazer em obedecer. O Adestramento Inteligente pode ser aplicado em cães já a partir de 50 dias de vida. E não tem limite de idade. Se você tem um cachorro velhinho, ele também pode aprender.


As vantagens para o dono
Por ser um método baseado na valorização do animal, no incentivo das atitudes corretas e no não uso da violência, o Adestramento Inteligente traz boas conseqüências para o ser humano também. Ao por em prática essa filosofia, o proprietário tem seu comportamento modificado, já que ele deixa de lado o uso da agressividade e do medo na forma de se relacionar com seu cão.


O método é constantemente atualizado
O Adestramento Inteligente é um método dinâmico. A partir de pesquisas e estudos, as melhores técnicas de treinamento animal estão sempre sendo inseridas no ensino. Um exemplo disso é o uso de som (o chamado click) no treinamento para indicar ao animal que ele executou determinado comando da maneira correta. Outra ferramenta que permite o adestramento de uma maneira divertida e positiva é o target (que significa alvo em inglês). Funciona assim: o animal tem de encostar o focinho em um alvo (que pode ser um objeto ou a própria mão do adestrador ou do dono) e segui-lo quando for movimentado. O target também pode ser colocado longe para fazer o cão ir até ele.

As recompensas são fundamentais
Por ser um método que valoriza o cão e seus acertos, as recompensas são parte fundamental do processo e devem ser usadas sempre. Elas são a melhor forma de você mostrar ao animal de maneira agradável quais são os comportamentos certos. Na seção Dicas você encontra mais informações sobre o uso desses prêmios.


Reforço negativo opõe-se às técnicas de adestramento da Dog Walker Uberaba
Técnica de adestramento baseada na alternância entre as sensações de desconforto e alívio, proporcionadas ao animal. O treinador, utilizando um enforcador, provoca no cão um desconforto que só termina quando ele realizar a tarefa pretendida. Ainda muito utilizado no Brasil, o "reforço negativo" é uma técnica questionável por acarretar inúmeras desvantagens no relacionamento entres animais e donos, como por exemplo:
  • Por ser maltratado, o animal pode desenvolver uma personalidade agressiva

  • O animal passa a não gostar do que aprendeu, realizando o truque aprendido menos vezes.

  • A presença do dono/treinador fica associada às coisas desagradáveis que ele representa, prejudicando a relação de carinho entre o dono e animal.

  • O dono/treinador torna-se especialista em descobrir coisas que o animal não gosta, ao invés de descobrir e estimular as suas motivações.

Fonte:http://www.caocidadao.com.br/


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Medo de bombas e trovões


Fogos em dia de futebol, trovões numa tempestade... Entenda porque tantos cães têm medo de estrondos.

Não raro, cães entram em desespero ao ouvir explosões. Babam, tremem e, muitas vezes, tentam entrar em locais pequenos demais para eles ou se jogar pela janela. O estresse pode ser tanto que, no dia seguinte, ficam doentes ou se machucam seriamente. Mas, por que ficam tão apavorados?



Instinto de preservação
Barulhos altos podem significar perigo. Por isso, de maneira geral, os animais tentam fugir de tais sons. Estrondos passam a idéia de que algo grande e poderoso se aproxima, como árvores caindo, relâmpagos, etc. Os antepassados dos cães que mais fugiram desses sons foram os que mais tiveram chances de sobreviver. Até mesmo dentro de nossas casas um barulho alto pode significar perigo. Imagine um móvel inteiro caindo perto do cão. É de se esperar que ele saia correndo para não se ferir.


Não é dor no ouvido
Muitas pessoas alegam que seus cães têm a audição muito sensível e que, por isso, sons fortes como de fogos e trovões são capazes de causar dor no sistema auditivo. Tá certo que um estampido extremamente forte, em contato direto com o ouvido do cão, possa realmente ter esse efeito, mas é raro isso acontecer.


Trauma
Sempre que se assusta demais, o cão pode desenvolver trauma. Se um barulho muito forte o apavorar, outros ruídos semelhantes passarão a causar medo enorme, simplesmente por estarem associados ao grande susto inicial. É o que acontece quando um cão começa a tremer e a ficar ansioso com trovões fracos, bem distantes. Há casos em que a umidade do ar, o vento e a mudança da luminosidade são associados com o perigo de barulhos altos. Ou seja, antes mesmo de a tempestade se formar, o cão já pode estar sofrendo.


Cura difícil
Infelizmente, não é fácil resolver esse problema. Mas existem várias dicas para amenizá-lo. Casos de recuperação total acontecem. Não desanime, portanto. Almeje o tratamento e evite submeter o cão a mais sofrimento que o necessário. Proceda com calma e consideração.


Local de confiança e protegido
Muitos cães normalmente escolhem um lugar para se abrigarem quando estão com medo. Se esse for o caso do seu cão, procure respeitar o local escolhido por ele - permita que fique lá. Além disso, se possível, crie um espaço com janelas e portas vedadas - quanto mais a prova de som, melhor -, e acostume o cão a freqüentá-lo.

Se você escolheu o seu quarto, ótimo! Usar um ambiente associado com a sua pessoa vai ajudar bastante a deixar o cão mais seguro. Dentro desse lugar, habitue-o a ouvir sons altos, bem altos, como de TV, rádio ou mesmo um CD de música. Desse modo, quando houver barulho de fogos ou trovões você poderá encobri-los, mesmo que parcialmente. Acostume o cão a brincar e a se divertir naquele ambiente também sem haver trovões ou rojões, para o local não ser associado a barulhos assustadores.


Acostumar aos poucos
Sempre que você e o cão ouvirem um barulho semelhante ao que causa medo nele, comemore com ele - dê petisco, jogue bola, etc. Tenha cuidado para nunca demonstrar que você se assustou com um barulho. O seu papel é ser fonte de segurança - esse exercício só funcionará se o cão se sentir relativamente seguro. Por isso, não se agache para protegê-lo quando houver um estrondo. Para ele, o ato de agachar pode ser sinal de medo. Um modo seguro de acostumar o cão com barulhos cada vez mais altos é gravar sons de tempestade e de fogos e reproduzi-los em momentos agradáveis. Para ele não ficar assustado, respeite sempre os limites.


Evite novos traumas
Todo o treino pode ir por água abaixo se novos traumas surgirem em decorrência dos ruídos. Considere, portanto, a possibilidade de, no dia de uma grande partida de futebol, na virada de ano novo ou quando mais for necessário, lançar mão de ansiolíticos (medicação tranquilizante). Consulte seu veterinário sobre isso. Antes de usar o remédio diante de estímulos muito estressantes para o cão, teste o remédio. Há possibilidade de o cão ficar ansioso em vez de calmo. Procure também observar se a dose está adequada. Em excesso, o remédio pode deixar o cão desequilibrado ou sonolento demais. Nesse último caso, ele deverá ficar confinado num espaço seguro e protegido de qualquer perigo, já que perambular pela casa causaria risco de bater em algo ou cair da varanda, por exemplo.

Fonte: Revista Cães & Cia, n. 361, junho de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Como tratar um cão envenenado


Os cães são criaturas curiosas e gostam de investigar, o que os leva a muitos envenenamentos acidentais a cada ano. Normalmente, o cachorro encontra uma lata ou garrafa de algum produto químico aberta e, acidentalmente, ou de propósito, derrama o produto. O produto vai entrar em contato com seu pêlo e suas patas e ao lamber para limpar essas áreas ele vai engolir a substância potencialmente tóxica. É sua responsabilidade como proprietário de um animal de estimação manter qualquer produto que possa ser tóxico fechado e longe do alcance do animal.


Alguns sinais de possível envenenamento incluem baba excessiva, vômitos, diarréia, dor abdominal, tremores, nervosismo, convulsões, coma e odor característico do produto químico no corpo. Veja o que você pode fazer se o seu cachorro estiver intoxicado.


  • Se o cão estiver comatoso ou convulsivando, enrole-o em um cobertor e leve-o imediatamente a um veterinário junto com a embalagem do produto, planta ou folha suspeito de ser a causa do envenenamento.

  • Se o cão estiver com um odor de produto químico na pele, lave o corpo inteiro com água e sabão neutro até o cheiro sumir. Se o veneno foi lambido ou ingerido, enxágue a boca do cachorro com água limpa para ajudar na desintoxicação.

  • Se o cachorro não vomitou ainda e o veneno não é um produto cáustico ou derivado de petróleo (veja a lista abaixo) induza o vômito dando uma colher de sopa de água oxigenada 3% para cada 10 kg de peso de 10 em 10 min até o vômito começar. Se o cachorro não vomitar dentro de 1/2 hora, leve-o imediatamente ao veterinário com a embalagem do suposto veneno.

Produtos cáusticos incluem ácido de bateria, removedores de calosidades, detergentes de louça, desentupidores de ralos, removedores de gordura, desinfetantes e limpadores de forno. Produtos derivados de petróleo incluem solventes de tintas, cera para chão e solução de limpeza a seco.


Você vai ficar surpreso com o número de produtos domésticos que são tóxicos para o seu cachorro. Alguns dos mais comuns são bebidas alcoólicas, amônia, líquido anticongelante, água sanitária, chocolate, detergentes, desinfetantes, solução de limpeza a seco, fertilizante, lustra-móveis, gasolina, cola, uvas e passas, medicamentos humanos, bolas de naftalina, veneno de rato e camundongo, cebolas, limpadores de forno, diluentes e removedores de tinta, graxa de sapatos, lustrador de prata e desinfetante de vaso sanitário.


Além disso, algumas plantas que temos em casa também são tóxicas para o seu animal de estimação, incluindo a babosa, açucena, narciso, abacate, azaléia, ave do paraíso, copo de leite, mamona, milho, ciclâmen, lírio amarelo, lírio branco, comigo-ninguém-pode, orelha de elefante, hera, íris, azevinho, jacinto, hortênsia, kalanchoe, macadâmia, visco, cebola, filodendro, rododendro, tomate, tulipa, teixo e iúca.


Esta é uma lista parcial. Para uma lista mais completa veja ASPCA Animal Poison Center em http://www.aspca.org/ (em inglês).