terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Oito dicas para o cão parar de cavar o jardim


Revelo, neste artigo, as oito dicas que costumo dar aos meus clientes que não querem ter o jardim esburacado por seus cães

Muitas vezes, uma dica basta para resolver o problema das escavações caninas. Mas, para saber qual é essa dica, é preciso saber antes o que leva o cão a cavoucar.

1. Crie cantinhos excepcionais
Por instinto, o cão dá uma cavadinha onde irá se deitar - costuma fazer isso até em sofás e pisos frios! Normalmente, após a cavadinha, dá umas rodadas e se deita. Muitos cães gostam de deitar-se em lugares frescos do jardim ou que permitam acompanhar o movimento da casa ou da rua. O problema é que, muitas vezes, há um canteiro de flores ou grama justamente nesses lugares. O truque é preparar cantinhos perfeitos para o cão, levando em consideração o que ele mais deseja. Às vezes, até sugiro uma pequena reforma paisagística.

2. Gaste o excesso de energia
Quanto mais energia o cão tiver, maiores as chances de ele cavar grandes buracos. Uma maneira de controlar o excesso de energia é levá-lo para passear diariamente e/ou exercitá-lo bastante, com brincadeiras.

3. Combata o tédio
Cães também ficam entediados! Gostam de passear, caçar, brincar, etc., e não de ficar isolados em um quintal. Crie atividades para tornar a vida do seu cão mais interessante. Nem que seja escondendo petiscos no jardim para ele encontrar. Ler artigos sobre enriquecimento ambiental e comportamental ajuda a ter idéias para entreter o cão.

4. Evite que enterre objetos
Enterrar ossos naturais e alimentos para consumir mais tarde também faz parte do instinto canino. Muitos cães enterram apenas alguns tipos de objetos. Se o seu fizer isso, não deixe de lhe dar os objetos daquele tipo. Mas, em vez de entregá-los, mantenha-os amarrados numa corda. Assim, ele não poderá levá-los para enterrar. Um jeito de evitar que o cão se enrosque na corda é pendurar o objeto de modo a não encostar no chão. Esse método é útil também para combater a possessividade canina por determinados objetos.

5. Prepare um cantinho para grávidas
Cadelas prestes a parir ou com gravidez psicológica procuram cavar um ninho para os filhotes. Nesses casos, devemos preparar cantinhos perfeitos para elas. E, quando a gravidez for psicológica, pode-se, ainda, tratar a fêmea com inibidores de hormônio (consulte seu veterinário).

6. Torne desagradável desenterrar
Se o cão cava lugares específicos, antes de tapar os buracos encha-os com os próprios cocôs dele. É praticamente certo que isso o fará desistir de cavar aquele local. Com o tempo, você irá minando todos os lugares mais cavados. Essa é a minha dica preferida!

7. Reestruture seu jardim
Procure adaptar o estilo do seu jardim à presença canina. Às vezes, algumas pequenas alterações podem evitar muita dor de cabeça e proporcionar menos estresse no convívio. Pedras nos lugares em que o cão cava, assim como cercas e telas, podem, muitas vezes, ser a melhor solução. Um dos meus clientes resolveu o problema com telas postas no solo dos canteiros que o cachorro cavava. Nessa alternativa, caso se queira ocultar a tela, basta jogar um pouco de terra por cima. Ou esperar que as plantas cresçam. Há, porém, o inconveniente de ser preciso retirar a tela ou cortá-la, para plantar nova muda. Em alguns casos, sugiro construir uma caixa de areia no jardim para o cão poder se divertir, cavando. Afinal, cavar é um comportamento normal e saudável.

8. Só dê bronca durante a ação errada
Nem pense em dar bronca no cão se não for no exato momento do comportamento inadequado. Está mais que comprovado: bronca fora do momento exato, além de não funcionar, pode deixar o cão confuso, o que aumenta as chances de surgirem problemas de comportamento. A melhor ocasião para repreender o cão é quando ele começa a cavar um lugar proibido. Nesse momento, procure fazê-lo sentir desconforto. Jogue um pouco de água nele ou faça um ruído que o assuste, por exemplo. Mas só faça isso se ele não for medroso nem inseguro. Algumas pessoas conversam com o cão quando ele erra. Tentam explicar que agiu incorretamente. Não faça isso. O cão pode gostar dessa atenção e começar a cavar na expectativa de receber mais!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Descubra o cão que combina com você


Saiba quais são as raças que mais se adaptam ao seu estilo de vida, idade e sexo.

Ter um cachorro em casa pode ser tudo de bom para quem quer companhia. Dóceis, calmos ou sapecas, os cães costumam doar e compartilhar emoções de forma sincera sem pedir muito em troca - só comida e carinho.

Às vezes, no entanto, essa relação prazerosa é prejudicada por falta de tempo, local inadequado ou estilos incompatíveis entre cão e dono. Por isso, antes de comprar ou adotar um cachorro, saiba qual raça combina melhor com o seu estilo de vida.

A reportagem do R7 listou, com a ajuda do médico veterinário e vice-presidente da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, Zohair Saliem Sayegh, os animais que melhor podem se adequar à sua rotina.

Veja quais raças são ótimas referências para conviver com crianças, jovens, adultos ou idosos, para quem mora em casa ou apartamento, sozinho ou com a família, e até para aventureiros que gostam de viajar com o seu pet.

O veterinário faz algumas recomendações importantes para antes e depois da escolha do bicho de estimação. Veja abaixo:
1 - Não compre por impulso. O cachorro é um ser vivo, não um objeto
2 - Conheça vários canis antes de comprar. O vendedor ressalta as qualidades do animal, mas esconde os defeitos. Alguns, no entanto, como pulgas e sarna, são visíveis
3 - Consulte um veterinário após a compra ou adoção, para conferir o estado real de saúde do bicho
4 - Mantenha a caderneta de vacinação do cão em dia

Para quem mora sozinho
O cão ideal para quem vive sozinho e fica horas fora de casa é aquele que faz o tipo independente, ou seja, que consegue ficar horas sem companhia, numa boa, à espera do dono. Sayegh recomenda três raças: collie, golden retriever e dachshund (o famoso “salsichinha”).

O comportado collie, apesar do porte avantajado, fica sozinho por horas sem fazer bagunça, sofrer ou chorar. Conhecido no cinema pelo personagem Lassie, ele só muda de comportamento quando está com o dono. Na presença dele, faz o tipo devotado, seguindo-o por toda parte, o que o caracteriza como um grande companheiro.

Da mesma forma é o golden retriever. Calmo e muito doce, ele brinca com qualquer objeto que tenha à disposição até o dono chegar. Tranquilão e elegante, o bicho pode ainda render uma boa paquera do tipo “qual é o telefone do cachorro?” ao dono que aproveitar para se exibir durante uma caminhada. Para criar ambos os cães com o mínimo de cuidado, mesmo sem muito convívio diário, é necessário escová-los todos os dias, pois são muito peludos.

Caso o morador solitário prefira um cachorro pequeno, o salsichinha é uma boa escolha. Bem independente, ele consegue ficar horas sem companhia, brincando sozinho. Quando o dono aparece, ele se agita e libera a energia acumulada.

Um exemplo de animal que pode dar trabalho ao morador solteiro é o labrador. Mesmo parecido com o golden, ele não se encaixa nesse perfil por dois detalhes essenciais: ele não gostar de ficar sozinho e precisa passear diariamente, caso contrário, se torna birrento e obeso.

De acordo com o veterinário, o labrador tende a roer e destruir objetos para preencher o tempo quando está sozinho. E se ficar sem fazer atividades físicas, pode engordar a ponto de sofrer problemas de artrite por causa do peso em excesso. A boa notícia é que a mania de destruição, típica da raça, pode acabar na fase adulta ou depois da castração.

Para quem mora com família e crianças
Os cães de companhia podem trazer ótimas formas de convívio em lares onde moram crianças. Raças pequenas como o maltês, o shih tzu, lhasa apso e o poodle costumam brincar com os pequenos de forma festiva, rolando no chão, sem usarem muita força, o que poderia machucá-los. Mas, segundo o veterinário, a criança pode também ter contato com animais maiores e até mais ferozes, desde que não se aproxime deles com agressividade.

- Se elas brincarem com agressividade, ele [o animal] responderá da mesma forma e, aí sim, claro, pode até mutilar.

Se a criança for um bebê que acabou de chegar ao lar, não há necessidade de privá-la do contato com o cachorro da casa. O ideal é ir deixando o animal se aproximar do berço aos poucos, sem reprimi-lo. Fechar portas ou impedi-lo de andar em locais em que ele estava acostumado a passar o deixará estressado.

Para quem mora em apartamento
Para Sayegh, não há grandes problemas em criar animais de estimação em apartamentos, desde que o tamanho do animal seja compatível com o do imóvel. Um cachorro de 40kg, por exemplo, vai fazer ao menos de dois a três litros de xixi por dia.

- Imagine isso em um apartamento não muito grande. Se ele não sair o tempo todo, ninguém consegue passar nem da porta, por causa do cheiro.

Se o cão só sair aos fins de semana para passear, ele pode ainda apresentar comportamento rebelde e sofrer queda exagerada dos pelos por causa do estresse de viver em um espaço reduzido. Por isso, o veterinário não recomenda criar raças muito grandes, tipo são bernardo e fila, em um apartamento de até 100 m2. Cães de companhia, ou de porte médio, como o beagle, podem ser criados sem problemas em apartamentos pequenos, médios ou grandes.

Para quem mora em casa
Uma casa com quintal ainda parece ser o melhor lugar para se criar um cachorro, certo? Nem sempre. A casa, espaçosa ou não, pode tanto melhorar o bem-estar do cachorro e sua relação com o dono quanto deixar o cão fora da convivência familiar. Se a família larga o bicho no quintal e só o vê quando leva comida, ele fica descuidado e carente.

Para mudar esse comportamento, o veterinário recomenda aos donos conviver com os animais limpos e asseados dentro da casa. A relação mais próxima entre homens e animais domésticos é uma forma saudável de troca de carinho, de acordo com Sayegh.

Na hora de escolher o cachorro para viver na sua casa, vale seguir a mesma regra do tamanho compatível. Os cães de companhia, aqueles considerados de bom comportamento, ou os de raças maiores são bem-vindos desde que tenham à disposição locais para fazerem as necessidades fisiológicas e caminharem.

Outra sugestão válida para casas são os cães de guarda. Em tempos de violência urbana, contar com eles pode ser uma escolha boa e barata. Cães das raças pastor alemão, rottweiller, fila brasileiro, boxer e dálmata são os melhores para colocar possíveis ladrões para correr, de acordo com o veterinário. Os últimos dois, apesar de serem brincalhões, metem medo pelo porte avantajado.

Os cães que combinam com idosos
Os campeões de audiência entre os idosos vão desde os de pequeno porte, como o shih tzu, lhasa apso e maltês, aos grandes, como o labrador. O último, além de ser um supercompanheiro, pode servir de cão-guia para idosos com dificuldades de locomoção ou que estejam com a visão prejudicada.

Diferente da pessoa que mora sozinha e precisa ter um animal mais independente, o idoso, que tem mais tempo disponível para ficar em casa, pode se afinar com um animal que adore ficar aos seus pés ou no seu colo enquanto ele assiste à televisão, por exemplo. Os de pequeno porte podem ser as melhores companhias, pois, assim como com as crianças, não usam muita força ao interagir com os seus donos.

A convivência entre animais e idosos pode ainda ser benéfica à saúde. Segundo o veterinário, a atenção do animal atua diretamente na melhora da autoestima e na vontade de viver de seu dono, já que muitos idosos ficam sozinhos ao longo do dia. Pesquisas já comprovaram os mesmos resultados em doentes crônicos.

Os cães que combinam com jovens e adultos
O jovem normalmente adora modismos. Com os cães não é diferente. Se tempos atrás a moda era ter um pit bull, sua fama de brigão o fez perder o posto para o inglês border collie. Os cachorros desta raça são considerados muito inteligentes e dinâmicos, de acordo com o veterinário. Fora o border, as raças de médio porte costumam fazer a cabeça de adolescentes por não fazerem muita sujeira, serem fáceis de conviver e de levar para vários lugares. A praticidade dos médios também atrai adultos, que muitas vezes evitam raças grandes por terem filhos pequenos.

Para quem gosta de viajar com o animal (aventureiro)
Neste caso, para evitar mais trabalho além da acomodação do bicho, o veterinário recomenda ter cães de pelo curto. Além de soltar bem menos pelos, o animal com essa característica exala menos cheiro quando transpira do que os peludos. No caso de uma viagem longa, eles correm menos risco de sofrer com o calor. Exemplos não faltam: salsichinha, pinscher, boxer, fox paulistinha, pug, bulldog, pit bull, chihuahua.

Vale ressaltar que a lista é de recomendações. Como disse Sayegh, “o melhor cachorro para se ter em casa é o que a gente mais gosta. O importante é mostrar que todas as raças são boas e que podem se adequar a qualquer ambiente”.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Meu filhote sempre chora durante a noite. O que devo fazer?


Essa é uma pergunta que temos recebido muito nos comentários aqui do blog. Diante deste problema, o certo é não perder a paciência, pois é super normal de acontecer.

O filhote chora porque sente falta da mãe e dos irmãos. Então, para acostumá-lo gradualmente a ficar sozinho, o ideal é dar um pano com o cheiro da mãe com o qual ele deve dormir. Manter um som baixo e constante vai fazer o cão lembrar da respiração materna e tende a acalmar o cachorrinho.

Um simples relógio que faça “tic-tac” pode ajudar nesta tarefa. Além disso, providencie para o cão uma caminha bem confortável e brinque bastante com ele antes de dormir, para que ele fique bem cansado e pegue no sono mais facilmente.

Importante: se o cãozinho insistir em chorar, nunca vá até onde ele está! Se o dono for ver o cão toda vez que ele chorar, ele vai entender que chorando ele consegue a sua atenção e passará a usar essa tática sempre. O ideal é ter certeza de que o cão está bem antes de dormir e depois ignorar seus chamados.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Cachorros que cavam o jardim‏


Um amigo meu tem um Rodhesian Ridgeback chamado Filet. O cachorro é lindo e muito brincalhão, mas tinha um problema super sério. Ele adorava cavar o jardim, vivia cavoucando o quintal e já chegou a estragar alguns canteiros.

A primavera é muito chuvosa e forma um barro danado, então imagina o desespero das pessoas com o cachorro entrando em casa com as patas todas sujas, sem falar que o quintal deles vai parecer um campo de batalhas.

Teve um dia que ele veio falar comigo, pois sabia que eu cuidava de cachorros. Vou contar para você a conversa que tive com ele. Foi mais ou menos assim:

Cavar faz parte dos hábitos ancestrais dos cachorros, que faziam isso para esconder comida e ossos, hoje escondem brinquedos, petiscos, meias, ou apenas cavam sem esconder nada. Cavar é muito divertido para ele, principalmente quando filhotes. Eles enterram coisas e depois vão procurar onde esconderam para desenterrar o objeto. Nesta brincadeira o seu jardim fica cheio de buracos, terra e plantas para tudo quanto é lado. Mas tudo isso é passageiro, com o tempo eles tendem a parar se você agir corretamente.

Cheiro de terra pode atrair muito os cães. Se for remexer no jardim, deixe-o uns dias longe do quintal até diminuir o cheiro e conseqüentemente diminuir a tentação dele em querer mexer na terra. Cães também aprendem por imitação - não cave buracos na frente do seu cão pois ele pode gostar da idéia e vai repetir o que você está fazendo do jeito dele, normalmente estabanado. E por fim cães podem cavar buracos por tédio, não ter o que fazer. Dar uma bola levemente murcha para ele brincar é uma ótima idéia para ele se distrair e esquecer-se das escavações.

Mas a coisa mais importante a fazer e o mais difícil sabe o que é?
É não ligar para os buracos dele ou as plantas que ele arranca dos seus vasos, não dar bronca ou bater no seu cachorro. Ele sabe que isso altera você e faz com que você fale com ele e lhe dê atenção. Torne esse hábito desinteressante para ele, ignorando-o.

Têm especialistas que indicam misturar as fezes do cachorro com e água e colocar nos locais que ele costuma cavoucar. Eu nunca precisei fazer isso, ainda bem! Mas tem gente que fez e disse que funciona. Há também alguns repelentes que podem ser borrifados em vasos ou plantas. Procure um Pet Shop que eles vão indicar um repelente adequado ao seu caso.

Eles também podem roer plantas em função da troca de dentição, pois quando isso acontece a gengiva coça bastante e roer tudo é uma maneira de aliviar esta sensação. Se for o caso do seu cão, dê para ele couro de boi próprio para cães, ossos ou mordedores que possam ser colocados no refrigerador, tudo isso alivia a coceira dele.

Não se esqueça, isso pode ser passageiro, só depende de você!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Como lidar com ansiedade de separação‏.


Ansiedade de separação é um dos problemas mais comuns com cachorros. É definido como um estado de quase-pânico causado pela separação/ausência dos seus donos.

Com a nossa vida moderna e corrida, estamos a maior parte do tempo fora de casa trabalhando ou estudando. Assim que você sai de casa de manhã, seu cachorro entra em um estado de ansiedade que só vai piorando durante o dia.

Cachorros são animais sociais, eles precisam de companhia e socialização para ficarem contentes e tranquilos. Nenhum cachorro gosta de ficar sozinho por longos períodos de tempo, mas alguns sofrem mais que outros. Estes são mais propensos a terem ansiedade de separação.

Há várias causas possíveis para esse problema:

- Cachorros adotados da rua ou de abrigos tendem a desenvolver esta ansiedade. Muitos destes cachorros sofreram muitos traumas em suas vidas, separados de suas mães muito novos, abandonados por donos anteriores, fome, violência. Eles não conseguem confiar que seu novo dono (você) não vai fazer essas coisas com ele também.

- Cachorros separados de sua mãe e irmãos muito cedo são também candidatos para ansiedade de separação. Filhotes comprados em pet-shops são um bom exemplo: eles são retirados de sua mãe muito antes do mínimo recomendado (8 semanas) e ficam presos em uma caixa de vidro por semanas ou meses.

A separação da mãe associada com falta de exercício e falta de afeto enquanto estão na Pet-shop é muito traumático para os cachorros.

- Falta de atenção é a causa número um de ansiedade de separação em cachorros. Se você está ausente muito mais do que presente na vida de seu cachorro, algum nível de ansiedade é inevitável. Seu cachorro precisa de sua companhia, seu afeto e atenção para garantir seu bem-estar e felicidade.

Os sintomas de ansiedade da separação são bem claros: ele já começa a ficar agitado e ansioso antes mesmo de você sair de casa. Assim que ele percebe que você está se vestindo, pegando sua bolsa ou pasta, mexendo nas chaves ele já sabe. Ele começa a te seguir pela casa, gemendo, tremendo e chorando. Em alguns casos extremos, alguns cachorros podem até ficar agressivos tentando evitar a saída dos donos.

Assim que você sair, a ansiedade só vai aumentar e normalmente alcança o pico em meia hora. Muitos latem sem parar, arranham as portas e janelas (numa tentativa de fugir e ir atrás de você), cavam o jardim, roem e destroem suas coisas, ou até fazem xixi e cocô dentro de casa.

Em casos extremos, os cães podem desenvolver comportamento de auto-mutilação como lamber ou morder sua pele até ficar em carne viva, ou arrancar os próprios pelos. Alguns apresentam comportamento obsessivo-compulsivo como ficar girando sem parar ou seguindo o próprio rabo.

Quando você volta para casa, ele fica excitado demais, e fica pulando e correndo por um período anormal de tempo. O normal seria de meio a um minuto para um cão equilibrado.

Alguns donos acabam incentivando essa festa excessiva dos seus cachorros sem saberem que a origem é uma desordem psicológica.

Se você se comporta desta maneira com seu cachorro, por favor pare!

Eu sei que é bem gostoso fazer aquela festa com ele e incentivar seu cão a ficar correndo e pulando. Parece inofensivo, afinal de contas ele está apenas contente em te ver, que mal pode haver em dar uma atenção concentrada nesta hora? Na verdade, você está apenas validando a impressão dele que a sua chegada é o melhor momento do seu dia. Assim ele vai ficar super-feliz quando você chega, e na hora de você sair novamente essa felicidade exagerada vai por água abaixo. Eles ficam ainda mais infelizes quando você não está.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Vamos falar um pouquinho sobre os banhos:

O ideal é esperar para dar o primeiro banho no seu filhote apenas
depois de terminado o primeiro ciclo de vacinas, mas caso precise
muito, use um lenço umedecido próprio para cães ou bebês (mas
sem perfume) e passe no seu amigo no sentido da pelagem.
Somente isso, antes das vacinas.

E quando ele estiver grande só deve tomar banho a cada 15 dias,
no máximo uma vez a cada 10 dias no verão; e no inverno pode
diminuir para até 1 banho por mês ou 45 dias.

Banho em excesso remove uma camada de gordura que é
importante na proteção da pele deles.

Outra coisa importante, a água deve ser morna e o banho deve
ser rápido, para não causar um resfriado neles, pois os cachorros
sentem mais do que nós as mudanças de temperatura. Se você
não quiser usar o seu chuveiro, pode fazer como minha mãe: ela
instalou um chuveirinho em uma torneira no quintal. Um desses
pequenos que só tem a mangueirinha e é bem baratinho. Já faz
toda a diferença.

Tenha tudo à mão, use shampoo neutro ou próprio para cachorro e
muito cuidado para não molhar o nariz e os ouvidos do amigo.
Alguns veterinários recomendam colocar algodão no ouvido, mas
eu prefiro mesmo é ser bem cuidadoso e não respingar água perto
dessas regiões. Mas caso necessite, use a técnica do algodão para
proteger o ouvido do seu cão.

Ao dar banho no seu amigo coloque sempre a coleira para poder
segurá-lo com mais segurança, e nunca deixe-o sozinho numa
banheira ou em cima de bancadas. E sempre comece o banho do
pescoço para baixo, deixando para higienizar a cabeça somente no
final e com muito cuidado. Não molhe a cabeça com a mangueira,
apenas use um pano molhado.

Tente fazer do banho um momento de descontração, brinque com
ele, fale com uma voz alegre e traga seu brinquedo preferido.

Não esqueça de tirar muito bem o shampoo para não ficar nenhum
resíduo na pele do seu cão, pois ela é muito sensível e pode coçar
bastante depois do banho. Enxágue bem.

Pegue uma toalha e seque bem o seu fiel companheiro, se for
necessário utilize secador de cabelos com temperatura morna,
esfregando com a mão, tomando o cuidado para não queimar a pele
dele. Deixe-o dentro de casa nas próximas horas. Alguns cães vão se
esfregar na terra logo depois de um banho para se coçarem, e esta
é a última coisa que você quer.

E volto a falar, tome cuidado com o ouvido, pois muitos cães têm
facilidade para apresentar otites.

Agora se você não quiser se arriscar ou se o seu cão fica agressivo
durante o banho, leve-o para tomar banho nas Pet Shops ou mesmo
no veterinário, que já estão acostumados.

sábado, 28 de novembro de 2009

Os animais também tem depressão?


A resposta para essa pergunta é sim. Da mesma maneira que os seres humanos, qualquer mamífero pode ficar deprimido. Nos animais de estimação, por exemplo, um dos principais sintomas é a falta de interesse pelas atividades rotineiras: comer, passear, brincar…


A causa da depressão pode ser genética ou causada por doenças, como viroses. Manter um animal isolado do carinho do dono ou preso em um ambiente pequeno e sem estímulos para brincar e interagir com as pessoas também pode desenvolver uma depressão. E você sabia que até mesmo o estado depressivo do dono pode afetar o animal? Pois é!


O importante é, ao notar qualquer um desses sintomas no seu bichinho de estimação, buscar a ajuda de um profissional especialista em comportamento animal. Cada caso deve ser analisado para se conhecer as causas do comportamento depressivo e encontrar a solução adequada. E claro, também não deixe de consultar o veterinário regularmente!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Como convencer o cão a devolver a bola que você arremessou




Você joga uma bolinha, o cão a pega e traz, mas se recusa a soltá-la? Ensinaremos como conseguir a devolução e, finalmente, curtir a brincadeira por completo!

Quem nunca jogou uma bolinha para o cão trazer de volta? Essa talvez seja a mais famosa brincadeira dos donos com seus cães. Mas ver a bola devolvida para que possa ser jogada de novo é uma cena mais imaginária que real. O comum é o cão abocanhar a bola, se aproximar do dono e não soltá-la. Ou soltá-la e agarrá-la antes que o dono a consiga recuperá-la.

Diante desse quadro, o dono muitas vezes adota a estratégia de agir disfarçadamente. Finge desinteresse e, de repente, faz a tentativa de pegar a bola. Em vão. Centésimos de segundo antes, o cão escapa com ela na boca, dá um olé, e o dono fica com cara de bobo.

Quando finalmente a bola é alcançada, o cão não a solta de jeito nenhum e o dono desiste de brincar. Por que isso ocorre? Será que os cães não conseguem entender a lógica da brincadeira?

O problema
Jogar bolinha é uma prática pela qual buscamos uma interação agradável com o cão. Por isso, para nós pode ser decepcionante vê-lo apoderar-se da bola, não entregá-la e, ainda por cima, cada vez que tentamos tirá-la dele, ter de fazer "cabo de guerra".Disputar a bola em vez de soltá-la é uma predisposição canina herdada. É assim que o ancestral lobo age para repartir a caça em diversos pedaços. E tem mais. Desfilar com um objeto desejado por outro membro do grupo é uma demonstração de poder. Por isso, continuar com a bola enquanto o dono se desdobra para resgatá-la é motivo de enorme prazer para o cão.

A solução
É perfeitamente possível convencer o cão a devolver a bola. Para tanto, aja de acordo com o ponto de vista dele. Arremesse a bolinha "com gosto", em velocidade, mas de maneira que o cão consiga persegui-la e capturá-la. Observe se ele gosta mais de bolas rasteiras ou de pular e capturar a "presa" no ar, e passe a arremessar do jeito que ele prefere.


Quando o cão estiver com a bola na boca, chame-o pelo nome para vir até você. Se ele não vier, emudeça e ignore-o. Se vier, festeje-o e não demonstre muito interesse pela bola. Repita a técnica de festejar o cão sempre que ele trouxer a bola atendendo a um chamado seu.


A etapa seguinte é pegar o cão de surpresa e tentar recuperar a bola antes de haver qualquer disputa. Para tanto, depois de ele chegar com a bola e de ter sido festejado, pare com a festa e ignore-o. De repente, quando ele menos esperar, com um movimento rápido puxe a bolinha da boca dele. Se o cão a soltar, pegue-a e dê parabéns, fazendo muita festa. Se não a soltar, e você concluir que não será possível obter sucesso com esse método, tente uma nova estratégia: vencer o cão pela gula.

O truque
Obter a cooperação do cão fica mais fácil com a ajuda de petisco. Mostre a guloseima quando ele estiver voltando com a bolinha. Ele abrirá a boca e você fará a troca do petisco pela bola. Encare a recompensa como um preço pago para conseguir que o cão brinque do jeito que você gosta!


Se, por ver a guloseima na sua mão, o cão deixar de buscar a bolinha, esconda-a no bolso. Nesse caso, só a tire de lá quando ele voltar trazendo a bola. Em pouco tempo, o cão aprenderá que, ao soltá-la, pode ganhar recompensa. E, mesmo vendo o petisco antes de a bola ser arremessada, passará a buscá-la e a trazê-la.

Resumo.
  • A maioria dos cães não devolve prontamente a bolinha que foi buscar..

  • Evite correr atrás do cão quando ele estiver com a bolinha na boca, para não reforçar o comportamento..

  • Não tente arrancar a bolinha da boca do cão, pois ele vai gostar muito mais de brincar de cabo-de-guerra do que de devolvê-la..

  • Recompense o cão com petiscos por ter devolvido a bolinha para você..

  • Assim que o cão voltar e quando soltar a bolinha, elogie-o bastante.




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Comprovado: cães ajudam na paquera


É mais fácil conseguir ajuda, conversar com outras pessoas e até obter telefone quando estamos acompanhados por um cão, conforme demonstrou um estudo publicado em dezembro de 2008 na renomada revista científica Anthrozoos.


Para testar a hipótese de que os cães funcionam como facilitadores sociais, foram feitos quatro experimentos, todos eles com e sem cão. No primeiro, um homem pediu dinheiro na rua. No segundo, uma mulher fez a mesma coisa. No terceiro, um homem deixou cair propositadamente moedas no chão para ver se as pessoas o ajudavam a recolhê-las. No quarto, um teste idêntico foi feito por uma mulher. Por último, um homem pediu o telefone de mulheres jovens na rua. Em todos os experimentos, constatou-se que os cães ajudaram as pessoas a atingirem seus objetivos.


Assim como o resultado desse estudo não me surpreendeu, acredito que também não surpreenda ninguém que passeie pelo menos de vez em quando com seu cão. Apesar de a descoberta ser relativamente óbvia, é bastante interessante e pode nos ajudar a obter um melhor aproveitamento de mais essa função dos cães em nossa sociedade. Neste artigo dou alguns exemplos práticos de como fazer isso.


Conheça pessoas ao passear
Leve o seu cachorro para passear e as pessoas se sentirão mais à vontade para se aproximar de você e iniciar uma conversa. Para facilitar ainda mais a aproximação, demonstre que você está curtindo o passeio e o cão.


Participe de encontros de cães
Aproveite as oportunidades para sociabilizar o seu cão. Afinal, ele também é um ser sociável! Muitas pessoas levam os cães para brincar em determinados locais e horários. Normalmente, esses encontros ocorrem no final da tarde ou durante sábados, em praças e parques. Turmas muito bacanas se formam, tanto no grupo de humanos quanto no grupo dos cães!


Consiga sorrisos no trânsito
É impressionante como até o trânsito infernal das grandes cidades não é capaz de impedir que pessoas olhem para o seu cão e sorriam para você. Consigo esses sorrisos sempre que levo minhas cadelas para passear de carro comigo.


Conquiste um parceiro
Está comprovado cientificamente que é mais fácil conseguir telefones de paqueras quando estamos acompanhados por um cão. Infelizmente, o experimento só testou homens pedindo telefone de mulheres. Mas, acredito que mulheres passeando com seus cães terão ainda mais facilidade para conseguir telefones de homens e também deverão ser mais paqueradas. Provavelmente, sendo homem ou sendo mulher, você irá atrair pessoas que gostam de animais, o que é ótimo, levando-se em conta que você tem um cão.


Facilite a inclusão social
Os cães podem ajudar, e muito, gente com dificuldade para interagir ou que se sinta excluída. Essa dificuldade é bastante comum em pessoas muito tímidas, com baixa autoestima ou portadoras de deficiência física ou mental. A companhia de um cão, além de aliviar a tensão e a ansiedade da própria pessoa, também facilita a aproximação das outras pessoas.


Quem está hospitalizado, os velhinhos em asilos e as crianças em creches também podem ser beneficiados. Visitas com cães a esses locais são cada vez mais organizadas por grupos de voluntários. Por estarem com seus cães, os visitantes acabam também interagindo melhor com os visitados.


Mostre afeto
Nós somos observados e julgados constantemente por pessoas ao nosso redor. Quem demonstra ser cuidadoso com outro ser e dá carinho automaticamente é considerado melhor. Sinta-se, portanto, orgulhoso de demonstrar afeto ao seu cão em qualquer lugar onde vocês estiverem!


Alivie a tensão de quem conversa com você
Também foi comprovado que, quando um ser humano estressado faz carinho no cão, o nível do estresse diminui. Por isso, se você quiser deixar uma pessoa relaxada ao tentar iniciar uma conversa com ela, permita que faça carinho no seu cão enquanto falam. Dizer “pode fazer carinho, ele é manso” facilita a aproximação. Reduz o estresse por permitir que a outra pessoa "invada" o seu espaço pessoal para fazer carinho. Para deixar a pessoa bem à vontade, dê dicas de onde o cão mais gosta de ser afagado.